Bruxelas quer investigação transparente a assassinato de Khashoggi

Erdem Sahin / EPA

Um ano após a morte de Jamal Khashoggi, a chefe da diplomacia europeia defende a necessidade de tornar “credível e transparente” a investigação ao homicídio.

A União Europeia defendeu esta quarta-feira a necessidade de tornar “credível e transparente” a investigação ao assassínio do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que aconteceu há um ano na Turquia, e de garantir que a responsabilidade é assumida.

“Um ano depois da sua morte continua a haver muitas perguntas por responder. A UE reitera a necessidade de garantir que todos assumem as suas responsabilidades”, afirmou, em comunicado, a porta-voz da Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini.

A mesma fonte sublinhou que é preciso uma investigação “credível e transparente sobre as circunstâncias do assassinato” e que os acusados devem ser submetidos a julgamento em Riade.

Várias perguntas permanecem sem resposta desde a morte de Khashoggi, crítico do regime saudita, incluindo o paradeiro do seu corpo e a possível culpa do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

“Jamal Khashoggi continua a ser uma inspiração para os jornalistas e parceiros com quem trabalhava, incluindo colegas nas instituições da União Europeia”, lembrou. Nesse contexto, a Bruxelas lamentou que os jornalistas sejam “demasiadas vezes objeto de ataques em muitos países” e reafirmou o seu “compromisso inequívoco com a liberdade de imprensa e a proteção dos jornalistas em todo o mundo”.

A última vez que Jamal Khashoggi foi visto foi em 2 de outubro de 2018, quando entrou no consulado do seu país em Istambul para pedir uma certidão de casamento com uma cidadã turca. O jornalista não voltou a sair do consulado, onde foi morto por agentes sauditas, que saíram da Turquia e regressaram à Arábia Saudita logo após o assassínio.

O julgamento de 11 suspeitos pelo assassínio começou no início de janeiro, na Arábia Saudita, e o procurador-geral solicitou a pena de morte para cinco deles. Até hoje, ninguém foi condenado.

Em junho, a ONU publicou um relatório que responsabiliza diretamente o príncipe bin Salman e pediu mais sanções internacionais contra a monarquia saudita e a continuação das investigações sob os auspícios do organismo internacional.

Recentemente, Mohammed bin Salman afirmou assumir “plena responsabilidade” pela morte do jornalista, mas negou ter ordenado o homicídio. Várias organizações não governamentais deixaram esta quarta-feira críticas à forma como a Arábia Saudita está a lidar com o caso, acusando o país de falta de transparência.

ZAP // Lusa

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