Bloco acredita a direita “não tem maioria na sociedade” e pede entendimentos à esquerda independentemente do partido mais votado

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Rodrigo Antunes / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, na marcha Mundial pela Justiça Climática

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, participou na marcha Mundial pela Justiça Climática

Catarina Martins acusou a direita de, por muitas cores de que apareça pintada, continuar a defender o que é “velho”.

Na decisão de António Costa e do Partido Socialista de deixarem de apelar à maioria absoluta e admitir a disponibilidade para diálogos, Catarina Martins viu a oportunidade perfeita para evidenciar o papel que o Bloco de Esquerda poderá desempenhar numa solução governativa que, no seu entendimento, terá de passar invariavelmente pela esquerda, espectro político onde estará a maioria.

“Qualquer que seja o partido mais votado no domingo, a direita terá menos deputados, e haverá uma maioria à esquerda no Parlamento. O PS já disse que, sem maioria absoluta, quererá negociar. Resta saber com quem.”

A questão ficou no ar, mas numa tentativa de ajudar a encontrar resposta, Catarina Martins usou os seus discursos para opor o programa do partido às ideias da direta, em áreas como a saúde, a educação, as pensões, as matérias laborais ou o clima, para terminar com uma ideia dominante. “A direita surge pintada com as cores mais modernas que consegue imaginar e, no entanto, em tudo o que inventa vem o velho.”

Apesar do discurso aguerrido, o décimo dia de campanha eleitoral dos bloquistas viu as principais caras do partido a passar por mais uma feira, onde Catarina Martins ouviu, para além das tradicionais mostras de descontentamento em relação a salários ou pensões, críticas sobre a opção do partido em chumbar o Orçamento, as quais também já se tornaram recorrentes no contacto com a população. Para elas, a coordenadora do Bloco já tem a resposta na ponta da língua, preferindo focar no futuro. “O que estamos a decidir nestas eleições é que contrato queremos para o país.”

Já um tópico que pretende chutar para canto são as especulações sobre os resultados eleitorais e possíveis perdas do Bloco. “Nenhuma sondagem falará pelas pessoas. […] É o voto que decide”, resume.

1 Comment

  1. Esta está desesperada…. vai perder o comboio e o tacho… vai voltar à vida de “atriz” (ainda que desconhecida de todo um pais)!
    Vai enão voltes!
    Como é triste dar-se conta que se é vazia…. e que a sua vida apenas significou destruição da qualidade de vida dos outros…

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