Big Bang pode estar errado. Há uma nova teoria para explicar o Universo

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Dois prestigiados físicos propuseram uma nova teoria para a formação do Universo, que deita completamente por terra a teoria do Big Bang.

De onde vem o Universo? Esta é uma pergunta que vários pensadores e cientistas tentaram responder desde sempre. A teoria mais consensual entre a comunidade científica é a do Big Bang.

Basicamente, a teoria do Big Bang afirma que todo o Universo começou a partir de uma singularidade, que vem a expandir-se há pelo menos há 13,8 mil milhões de anos. A teoria foi proposta pela primeira vez em 1920. Mais tarde, a teoria foi desenvolvida pelo físico russo George Gamov.

Uma das suas principais sugestões foi que a formação dos núcleos atómicos nos primórdios do Universo deveria deixar como rasto uma radiação detetável, na faixa das microondas.

Embora esta seja a teoria mais consensual, não quer dizer que os cientistas olhem para ela como uma verdade incontornável e irrefutável. Como tal, os prestigiados Sunny Vagnozzi e Avi Loeb propuseram uma nova teoria para a formação do Universo, que deita por terra a teoria do Big Bang.

Num estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, Vagnozzi e Loeb expõem sérios problemas na teoria do Big Bang, propondo eles próprios uma teoria que descreve tudo o que a primeira não consegue.

O estudo propõe “Big Bounce”, que sugere que o Universo observável é o resultado do fim de uma fase cosmológica e o início de outra. Ou seja, ao contrário da teoria atual que diz que antes do Big Bang não havia nada, é possível que houvesse alguma coisa, explica o El Confidencial.

Vagnozzi argumenta que o atual modelo de crescimento do Universo dá origem a um número praticamente ilimitado de universos modelo e não pode ser provado falso. Mas o facto de não ser provado falso não seria uma coisa boa?

Pode não parecer fazer sentido, mas a refutabilidade sempre foi a grande fraqueza do Big Bang. Não há forma de refutar a teoria, que é um importante pilar do método científico.

O princípio da refutabilidade, do austríaco Karl Popper, sugere que para uma asserção ser refutável ou falseável, é necessário que haja pelo menos uma experiência ou observação factíveis que, fornecendo determinado resultado, implique a falsidade da asserção. Por exemplo, a asserção “todos os corvos são pretos” poderia ser falseada pela observação de um corvo vermelho.

O paradigma inflacionário do Big Bang não é falsificável porque é impossível observar qualquer potencial evidência para confirmá-lo ou refutá-lo devido à natureza da luz.

É aqui que entra a teoria de Vagnozzi e Loeb, que, por sua vez, é refutável. O estudo propõe uma experiência para detetar o fundo de grávitons primordiais — uma partícula teória proposta nos modelos de gravidade quântica — que demonstra que o Big Bounce pode ser a explicação para a origem do nosso Universo e daquilo que havia antes dele.

  Daniel Costa, ZAP //

11 Comments

  1. Este artigo não diz grande coisa sobre o Big Bounce, que, ao contrário do que parece, não é uma teoria nova. Não foram os srs Vagnozzi e Loeb que “inventaram” agora esta teoria, ela já vem dos anos 80 (do séc XX). Também podem ler sobre isso no livro de 2018 de Michio Kaku, “O Futuro da Humanidade”.

  2. Amigos, a explicação para a criação do universo e tudo o que nele existe é simples…basta ler a Bíblia!
    Podem pensar nas teorias todas que entenderem, mas quem analisar bem à fundo, verá que o Criacionismo é o mais lógico. Nada explica a complexidade de tudo o que existe…só um ser superior teria tal capacidade…nada acontece por acaso…é preciso muita fé para acreditar no big bang ou em outras teorias que acreditam que nada + acaso = tudo!

    • Pois sim, e Eva nasceu de uma costela de Adão! E este casal teve 2 filhos machos, Abel e Caim. Nunca ninguem explicou como é que o primeiro conseguiu criar descendentes, se a unica mulher até então era a sua própria mãe.

    • Sr. José Monteiro, posso dizer o mesmo: é preciso muita fé para acreditar na Bíblia.
      Então e antes do Criador? Não havia nada? Quem criou o Criador?
      E não venha com o “feliz dos que acreditam sem ver”. Nessa frase cabe tudo aquilo que o Criacionismo quer fazer valer. Para bem era!! Acreditar sem ver? Nos dias de hoje?
      Quem me dera ter essa fé!

  3. DEUS, existe! Acreditamos no ar que não vemos, mas sentimos. E porque não acreditar que DEUS existe mesmo que não O vejamos ou sintamos?

    • Claro que há muita gente que acredita em Deus sem o ver ou saber que forma tem, pode ser um alienigena! ou pode ser um velho com barbas brancas como foi retratado nas pinturas de Miguel Angelo na Capela Sistina, em Roma. Ou pode ser algo mais pessoal, algo que só a pessoa sente. Afinal, ninguém sabe quem (ou o que) é Deus, é apenas uma palavra para significar um ente supostamente superior aos humanos, um ser divino em que só acredita quem quer. Já quanto ao AR toda a gente sabe que EXISTE, porque o ar é a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. Ele é composto principalmente de nitrogênio, oxigênio e argônio, isso é facilmente comprovado em laboratório.

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