Arqueólogos reconstroem rosto de homem medieval que morreu há 700 anos

Chris Rynn / University of Dundee

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O rosto de um britânico que morreu há cerca de 700 anos foi reconstruido por arqueólogos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

O homem medieval foi enterrado juntamente com centenas de outros homens num cemitério que se encontra por baixo do edifício Old School Divinity, da Faculdade St. John’s, na Universidade de Cambridge.

Ao estudar os seus restos mortais e refazer os seus traços faciais e histórico biológico, os investigadores esperam compreender a vida das pessoas pobres e anónimas que viviam no século XIII.

A maioria dos esqueletos encontrados neste cemitério são de adultos pobres. Os seus enterros ocorreram entre os séculos XIII e XV, quando o cemitério foi anexado ao hospital de uma fundação de caridade para os pobres e doentes.

“A maioria dos registos históricos da época são de pessoas ricas, especialmente sobre as suas transacções financeiras e jurídicas”, explica o autor principal do estudo, John Robb, professor de arqueologia da Universidade de Cambridge, em comunicado.

“Quanto menos dinheiro e propriedades uma pessoa tivesse, menos provável seria que alguém escrevesse alguma coisa sobre ela. Então, esqueletos como este são a nossa oportunidade de aprender coisas sobre como os pobres e pessoas comuns viviam”, diz o investigador.

Informações no esqueleto

Os cientistas estudaram o esqueleto do homem, designado Contexto 958, em detalhe. Ao medir os seus ossos pélvicos, os arqueólogos concluíram que tinha mais de 40 anos quando morreu.

A mandíbula, as maçãs do rosto e o crânio também ajudaram os investigadores a estimar a sua estrutura facial. Por fim, a espinha dorsal revelou que provavelmente fazia trabalho braçal, o que levou uma a hérnia nas vértebras e possível dor crónica nas costas.

“Uma característica interessante é que ele tinha uma dieta relativamente rica em carne ou peixe, o que pode sugerir que ele fazia comércio ou trabalho que lhe deu mais acesso a esses alimentos do que uma pessoa pobre teria normalmente”, explica Robb.

Apesar de a equipa não ter sido capaz de dizer exactamente qual era a sua profissão, ou o que conduziu à sua morte, as pistas do esqueleto sugerem que Contexto 958 foi um trabalhador manual ou artesão de algum tipo.

Mais histórias

Evidências de um trauma contundente que deixou uma pequena lesão na parte de trás da cabeça do homem, bem como cárie dentária em múltiplos molares, também fornecem pistas de que Contexto 958 provavelmente teve uma vida difícil.

A equipa espera agora comparar a biografia do indivíduo com outros esqueletos enterrados ao seu lado, assim como os restos de outros esqueletos em diversos cemitérios de Cambridge, da mesma época.

Tais comparações podem ajudar a humanizar os cidadãos medievais – e contar as suas experiências de vida e histórias.

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