O Andar Pateta dos Monty Python é exatamente 6,7 vezes mais pateta do que o andar normal

Há 50 anos foi emitido pela primeira vez, na BBC One, “O Ministério do Andar Pateta”, um dos mais famosos sketches dos Monty Python. A sátira televisiva ridicularizava a ineficiência da burocracia governamental.

A sátira começava com um ministro, interpretado por John Cleese, a caminhar de uma forma bastante incomum para o trabalho, o Ministério do Andar Pateta, onde o Sr. Pudey (Michael Palin) estava à sua espera. Pudey pretendia pedir um subsídio do governo para desenvolver o seu próprio andar pateta.

O andar pateta de Cleese e Palin tornou-se uma das mais icónicas imagens dos Monty Python, talvez atrás apenas de um certo papagaio norueguês azul que tinha deixado de o ser.

50 anos depois, no espírito do humor dos Monty Python e para questionar o atual sistema de publicação de artigos científicos, uma equipa de investigadores do Dartmouth College fez agora uma análise científica do famoso Silly Walk, e concluiu que o andar pateta do ministro é 6,7 vezes mais variável do que uma caminhada normal.

Os resultados foram publicados em fevereiro na revista científica Gait & Posture.

Embora a caminhada do Sr. Pudey tenha sido considerada apenas 3,3 vezes mais variável do que o andar normal, a equipa de cientistas concordou com a decisão do ministro de que, na sátira, tinha um andar pateta tão promissor que merecia a bolsa que tanto queria.

A equipa aproveitou este estudo para comparar a ineficiência burocrática satirizada pelo grupo Monty Python com o processo de revisão pelos pares associado à investigação académica nas ciências da saúde, principalmente quando quando está em causa um pedido de financiamento.

A inscrição para um subsídio federal consome muito tempo e pode demorar meses de preparação. Uma inscrição pode exigir uma proposta de 150 páginas seguida de uma revisão por um painel de investigadores.

Os protocolos de revisão pelos pares exigem que os participantes do painel cheguem a um consenso de, pelo menos, 75% para aprovar uma proposta.

Por outro lado, a equipa de Dartmouth referiu também, em comunicado, a forma como o Conselho Nacional de Pesquisa Médica em Saúde da Austrália foi pioneiro num processo simplificado de solicitação de subsídios em 2013, que resultou numa poupança estimada de 2,1 a 4,9 milhões por ano em 2015.

“O processo de pesquisa de revisão pelo pares tornou-se bastante pesado”, explica Nathaniel J. Dominy, professor de Antropologia Charles Hansen, co-autor do estudo com Erin E. Butler. “Se o processo fosse simplificado e as doações fossem concedidas mais rapidamente, os cientistas poderiam começar o seu trabalho mais cedo, acelerando o cronograma da pesquisa”.

“Da mesma forma, os administradores de doações recuperariam tempo e dinheiro, o que potencialmente poderia libertar mais dinheiro para o financiamento da investigação”, conclui o cientista.

ZAP //

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