O que aconteceria se alguém corresse ao dobro da velocidade da luz?

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Nenhum objeto com massa consegue mover-se mais rápido do que a luz, de acordo com a teoria da relatividade. Mas a existência hipotética dos taquiões pode significar que a sua “massa imaginária” lhes permita ultrapassarem a velocidade da luz — e até viajarem atrás no tempo.

Tanto quanto sabemos, não é possível alguém correr com o dobro da velocidade da luz. Na verdade, não é possível para qualquer objeto com massa mover-se mais rápido do que a velocidade da luz.

No entanto, para algumas partículas estranhas, viajar ao dobro da velocidade da luz pode ser possível — e isto até pode enviar as partículas para trás no tempo.

De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, a velocidade da luz opera como um limite de velocidade universal em qualquer coisa com massa. As equações mostram que qualquer objeto com massa — independentemente de quanta massa tiver — exigiria uma quantidade de energia infinita para poder chegar à velocidade da luz. Mas todas as fontes de energia que conhecemos são limitadas de alguma forma.

No entanto, existem partículas hipotéticas chamadas taquiões que têm uma “massa imaginária”. Não há provas de que os taquiões existam, mas de acordo com a teoria da relatividade, a sua existência não pode ser descartada

Caso existam, os taquiões estão sempre a mover-se mais rápido do que a velocidade da luz. Tal como algo com massa não se pode mover mais rápido do que a velocidade da luz, os taquiões não podem mover-se mais devagar do que a velocidade da luz.

A relatividade também prevê a existência de wormholes. Um wormhole é um atalho entre dois pontos no espaço. Apesar de uma estrela poder estar a 4.5 anos-luz de distância em termos normais, pode estar apenas a algumas horas de distância através de um wormhole.

Infelizmente, tal como os taquiões, os wormholes também são inteiramente hipotéticos. Mas apesar de não conseguimos genuinamente viajar mais rápido do que a luz, podemos continuar a imaginar como seria fazê-lo.

Ao pensarmos desta forma, entramos no “pensamento contrafactual”. Estamos a considerar como as coisas seriam se a realidade fosse diferente.

Então, não podemos dizer com certeza o que aconteceria se corrêssemos mais rápido do que a luz. No limite, podemos adivinhar. Será que começaríamos a andar para trás no tempo, como alguns cientistas acreditam que acontece com os taquiões?

  ZAP // The Conversation

3 Comments

  1. …talvez o ser humano conseguisse chegar aos tais planetas muito longinquos sobre os quais os cientistas dizem existira possibilidade de existir vida.

  2. O artigo contradiz-se a si próprio.
    Inicia com o erro de que nada se pode deslocar a velocidade superior à da luz, para depois dizer, de forma correcta, que a velocidade da luz é uma fronteira (e não um limite), em que a matéria está exclusivamente de um dos lados, sem poder passar ao outro.
    Podiam ler o que escrevem, antes de o publicar.
    Simplificando para quem acha difícil:
    Imaginemos que vivemos numa casa rodeada por uma cerca. A cerca é a velocidade da luz. Se a cerca fosse o limite máximo, não havia nada para fora dela. Mas é uma fronteira, nós vivemos dentro dela, mas há quem viva fora dela, mas a cerca é electrificada, nem nós podemos sair, nem os “eles” podem entrar. É isto que a teoria da relatividade nos diz.

    • Caro leitor,
      Obrigado pelo reparo, com o qual não concordamos.
      Como muito bem diz, o artigo está correto, não se contradiz a si próprio.
      No limite, o título poderia contradizer o artigo.
      Mas para tal o título teria antes de mais que ser uma afirmação, não uma pergunta.
      Pergunta essa que faz sentido, no âmbito da hipótese levantada no artigo:
      “Estamos a considerar como as coisas seriam se a realidade fosse diferente. (…) No limite, podemos adivinhar. Será que começaríamos a andar para trás no tempo, como alguns cientistas acreditam que acontece com os taquiões?”

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