ADN ajuda a identificar assassino em série num dos mais infames casos da Austrália

Uma amostra de ADN ajudou a justiça australiana a considerar um homem como culpado pelo assassinato de duas mulheres na década de 1990, encerrando um caso que permaneceu sem solução durante quase 25 anos.

Durante quase 25 anos, o desaparecimento de três jovens de uma popular área de diversão noturna numa das maiores cidades da Austrália permaneceu sem solução – e foi arquivado.

Agora, um homem foi considerado culpado de dois dos três assassinatos. De acordo com a CNN, Bradley Robert Edwards foi considerado culpado esta quinta-feira pelo assassinato de Jane Rimmer, educadora de infância de 23 anos, em 1996, e Ciara Glennon, uma advogada de 27 anos, em 1997.

Por outro lado, o homem foi considerado inocente no assassinato de Sarah Spiers, uma secretária de 18 anos cujo corpo nunca foi encontrado, uma vez que não havia evidências suficientes para o condenar.

O veredicto veio após um julgamento de sete meses.

“Os eventos em questão ocorreram há mais de 20 anos, mas têm assombrado a memória de muitas pessoas e perturbado a consciência pública”, disse o juiz do Suprema Tribunal da Austrália Ocidental, Stephen Hall, no julgamento. “O desaparecimento e provável assassinato de três mulheres jovens foi por si só o suficiente para causar grande preocupação. O facto de as três terem desaparecido de uma popular área de vida noturna frequentada por muitos jovens inspirou um sentimento de medo real e generalizado.

Os assassinatos em série de Claremont

As três mulheres foram vistas pela última vez de madrugada após passarem uma noite fora no subúrbio de Claremont, em Perth. Fotografias de Spires – desaparecida em 1996 – foram espalhadas pela cidade e regularmente aparecia na primeira página dos jornais locais.

O desaparecimento das mulheres gerou medo generalizado em Perth, onde muitas ficaram chocadas com o sequestro de mulheres num subúrbio como Claremont, considerado seguro.

“O facto de três mulheres terem desaparecido das ruas de Claremont criou o que foi descrito como um enigma das trevas“, disse Hall. “Isto quer dizer que havia um mistério sobre quem havia levado as três vítimas.”

Poucas semanas após as suas mortes, os corpos de Rimmer e Glennon foram encontrados no mato. Ambas tinham sido assassinadas e tinham feridas de facadas no pescoço. Spires foi vista pela última vez na madrugada de 27 de janeiro de 1996. O corpo nunca foi encontrado, mas não há nada que indique que ainda esteja viva.

Ela deve ter sido sequestrada ou morta, mas as circunstâncias em que foi levada e como morreu são desconhecidas”, disse Hall.

Os desaparecimentos não foram resolvidos durante décadas. Porém, em 2016, a polícia teve um avanço. Edwards – que foi mandado para a prisão em 2016 depois de ser considerado culpado de duas violações – foi identificado como suspeito.

A polícia comparou o seu ADN com amostras retiradas das unhas da mão esquerda de Glennon. Os procuradores argumentaran que o ADN provavelmente ficou sob as unhas da jovem durante uma luta violenta antes da sua morte.

Além disso, as fibras encontradas nos corpos de Rimmer e Glennon correspondiam às tiradas do carro de trabalho de Edwards, o que indicava que sequestrou as duas mulheres naquele veículo. Na época dos crimes, Edwards trabalhava para a empresa australiana de telecomunicações Telstra.

ZAP //

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