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A pandemia está a fazer com que muitas pessoas percam a fé em Deus

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A fé em Deus e a confiança de que existe um poder superior diminuiu ao longo da pandemia de covid-19, descobriu um novo estudo, realizado na Alemanha.

O senso comum leva-nos a pensar que a crença em Deus e a confiança em instituições religiosas aumentam durante os períodos de crise, mas pode não ser bem assim.

No verão de 2020, uma sondagem do Pew Research Center revelou que, pelo menos nos Estados Unidos, a pandemia estava a fortalecer a fé religiosa. “Quase três em cada dez norte-americanos (28%) relatam uma fé pessoal mais forte devido à pandemia.”

Este novo estudo analisou o período de junho de 2020 até novembro de 2021 e inquiriu cerca de 5.000 pessoas na Alemanha. Segundo o New Atlas, os investigadores descobriram que quanto mais tempo durava a pandemia, mais pessoas perdiam a sua fé em Deus ou num poder superior.

“As análises revelaram que com a segunda vaga da pandemia e o segundo confinamento, a confiança numa fonte superior, juntamente com a oração e a meditação, diminuiu“, escreveram os investigadores do novo estudo, publicado recentemente no Journal of Religion and Health.

“Além disso, o acentuado aumento do stress relacionado com o vírus foi associado a um declínio do bem-estar e a uma contínua perda de fé. Estes desenvolvimentos foram observados tanto em católicos como em protestantes, e tanto em pessoas mais jovens como mais velhas”, acrescentaram.

Se em junho de 2020 eram cerca de 3% aqueles que indicavam ter perdido a fé devido à pandemia de covid-19, esse número aumentou para 21,5% no inquérito final, realizado entre agosto e novembro do ano passado.

Os responsáveis pelo estudo colocam a hipótese de que esta tendência geral de perda de fé durante a pandemia se deve a uma rutura dos laços sociais em que muitas comunidades religiosas confiam.

Devido ao distanciamento social e às restrições derivadas da crise sanitária, “os laços sociais e religiosos mais ou menos vitais entre as pessoas e as comunidades religiosas locais foram afetados e até mesmo perturbados”, escreveram no artigo.

“Quando os espaços sagrados não são facilmente acessíveis, as pessoas podem perder o acesso ao centro da sua vida religiosa pública”, destacam, salientando que “podem desenvolver novas formas de práticas espirituais em privacidade ou simplesmente habituar-se à perda“.

Um inquérito recente realizado pelo Pew Research Center sugere que este declínio na crença religiosa pode não se ter feito sentir nos Estados Unidos. Embora os investigadores tenham encontrado um declínio consistente na filiação religiosa nos últimos 15 anos, não detetaram qualquer queda invulgar nos últimos 24 meses.

  ZAP //

3 Comments

  1. Foi preciso esta “gripezinha” como afirmou um homem de Fé, de lá do outro lado do Atlântico, para que (muitas pessoas), perde-sem a Fé ?????………………….. Então é porque tem a memoria curta e só reagem ao dia a dia , a História da dita “humanidade” está escrita com letras de sangue desde que nós simples bípedes existimos. Que melhor senão ler o grande Livro de Aventuras chamado Bíblia !…quanto a liberdade de crer ou não crer, é da escolha de cada Um, podem até acreditar no Pai-Natal se quiserem. A mim nada me incomoda com isso !

  2. No Brasil, a ganância dos pastores evangélicos, a propensão para fabricar mentiras, a tendência a ser extrema-direita, cujo lema é “ARmai-vos uns aos outros”, e a confiança em Demônio na presidencia da República, e mais a ignorância e estupidez dos crentes fervorosos, tudo nos leva a ficarmos descrentes de Deus e de Tudo. Precisamos de mais razoabilidade, lucicez, bom senso, esclarecimento filosófico e científico e não infantilismo e obscurantismo religioso.

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