Este ano já arderam mais de 25 Lisboas em Portugal

Ricardo Graça / Lusa

São mais de 250 mil hectares ardidos, ainda sem contar com os incêndios desta semana. É quase como todo o distrito de Lisboa tivesse ardido. O presidente da Proteção Civil  diz que este ano “nos calhou a fava”.

A área ardida em Portugal, este ano, é a terceira maior desde 2002. Segundo o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), arderam, desde o dia 1 de janeiro, 250 mil hectares de mato e floresta (2500 km2).

Esta área é quase equivalente a quase a toda a área do distrito de Lisboa (2761 km2) e superior à do distrito do Porto (2395 km2).

Cingindo-nos às cidades, já ardeu já 25 vezes a área da cidade de Lisboa (100 km2); e 62 cidades do Porto (41 km2), ainda sem contabilizar os incêndios desta semana nos distritos de Vila Real e Bragança.

Segundo dados do SGIFR, citados pelo Correio da Manhã, dos 250 mil hectares contabilizados, quase 178 mil arderam no Centro do País, 91 mil nas Beiras e Serra da Estrela, quase 69 mil na Região de Coimbra – com destaque para o de Arganil, o maior incêndio de sempre em Portugal, 65 mil de hectares ardidos.

No Norte, arderam quase 623 mil hectares – sendo esta região que lidera o número de incêndios, com mais de metade do total nacional, 58,3%.

De 1 de janeiro e 25 de agosto, este ano é o terceiro com maior área ardida, apenas atrás de 2005 (300.820 hectares) e de 2003 (420.847 hectares).

Esta quinta-feira, em entrevista ao Expresso, José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que ainda é cedo para fazer um balanço, mas admite que houve um conjunto de situações que, em simultâneo, contribuíram para este cenário: desde a meteorologia, aos incendiários, passando pela falta de trabalho da prevenção e de coordenação no combate ao fogo.

“Passaram oito anos desde Pedrógão e estava tudo pronto para arder. Até Pedrógão está pior do que estava em 2017 [em termos de paisagem florestal]. Mas, dado o sobressalto cívico, quando o fogo agora lá chegou conseguimos meter 20 meios aéreos e travá-lo. Este ano calhou-nos a fava“, reconheceu.

ZAP //

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