Presidente francês tem sido uma das faces mais visíveis da oposição europeia a Moscovo, falando de forma recorrente com Vladimir Putin.
De todos os prováveis candidatos às eleições presidenciais francesas, Emmanuel Macron foi o que mais conseguiu retardar o anúncio oficial da sua candidatura, fazendo-o de uma forma pouco habitual para os dias de hoje. Através de uma carta, presente nas edições de vários jornais regionais franceses esta sexta-feira.
“Não conseguimos fazer tudo. Há escolhas que com o benefício da experiência adquirida convosco faria sem dúvida de outra maneira. Mas as transformações iniciadas durante este mandato permitiriam a muitos dos nossos compatriotas viver melhor, e à França ganhar independência. E as crises que atravessamos desde há dois anos mostram-nos que este é o caminho que deve ser seguido”, pode ler-se no texto.
Tal como nota o Público, o anúncio da recandidatura aconteceu quase no limite do prazo. As eleições estão marcadas para 10 e 24 de abril — primeira e segunda volta —, com o prazo para o anúncio a findar às 17h desta sexta-feira.
A candidatura surge num momento em que a atualidade está invariavelmente dominada pela guerra na Ucrânia, conflito no qual o presidente francês tem desempenhado um papel de destaque no que respeita à posição e liderança europeia, o que lhe poderá dar vantagem na votação. A posição de Macron, virada para o futuro, opõe-se à dos adversários, sobretudo os de extrema-direita.
“Conhecemos convulsões de uma rapidez inédita: ameaças às nossas democracias, subida das desigualdades, alterações climáticas, transição demográfica, transformações tecnológicas. não nos enganemos a nós próprios: não responderemos a estes desafios escolhendo o isolamento e a nostalgia. Só teremos sucesso olhando com humildade e lucidez o presente, sem ceder nada da audácia, da vontade e do nosso gosto pelo futuro. O desafio é construir a França dos nossos filhos, não de refazer a França da nossa infância“, escreve o presidente francês.
Para além do papel de destaque que tem assumido enquanto presidente francês, Macron também beneficia atualmente do facto de a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, sendo, por isso, chamado com frequência à mesa das decisões. Como tal, as próximas semanas serão particularmente difíceis para o presidente francês, que terá de conciliar o papel de candidato presidencial com as obrigações enquanto Chefe de Estado.