2015, o ano das novas redes sociais?

B!T

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Com a proliferação dos dispositivos móveis e dos serviços de Internet mobile emergiram novas redes sociais, que tentam usurpar a liderança das grandes forças do mercado. Nomes como Ello, Yik Yak e Tsu figuram entre os jovens aspirantes ao trono do setor das redes sociais, e procuram oferecer aos utilizadores novas funcionalidades.

Apesar de o Facebook ter entrado em 2014 com o pé esquerdo, a maior rede social do mundo rapidamente conseguiu recuperar a sua força e no terceiro trimestre registava receitas de 3,2 mil milhões de dólares e uma média superior a 1,35 mil milhões de utilizadores mensais.

Contudo, os grandes players do mercado das redes sociais têm sido, nos últimos tempos, flagelados com processos judiciais e coimas relativamente a incumprimentos das normas legais que visam proteger a privacidade dos cidadãos digitais.

Na sombra destas falhas, nasceram novas redes sociais cujas campanhas de conquista de utilizadores assentam na colmatação das vulnerabilidades e imperfeições dos grandes nomes do setor.

Assim, surgiu a Ello, uma rede social criada em março de 2014 nos Estados Unidos, considerada “anti-publicidade” e, acima de tudo, “anti-Facebook”.

Ao Jornal de Notícias, Rachel Fukaya, membro da Ello, afirma que a jovem empresa não vê o Facebook como uma real ameaça, acusando-o de ser uma plataforma publicitária, mais do que uma verdadeira rede social.

Fukaya esclareceu que a Ello operará sobre um modelo de venda de funcionalidades especiais com as quais os utilizadores podem aprimorar as suas contas. Mas a rede será sempre gratuita, garantiu.

Outra rede social que marcou 2014 foi a polémica Yik Yak. No ano passado, um investimento de 62 milhões de dólares, liderado pela Sequoia Capital, valeu à rede social uma valorização entre os 300 milhões e os 400 milhões de dólares, de acordo com informação avançada pelo Wall Street Journal.

A Yik Yak foi, no entanto, alvo de severas críticas, visto que, sendo popular entre os estudantes, era frequentemente utilizada como plataforma de bullying cibernético.

A rede social está presente em mais de 1,5 mil campus universitários nos Estados Unidos e consta do Top 60 das apps mais populares na App Store.

O Facebook e o Twitter foram já várias vezes criticados por não partilharem os lucros gerados por um determinado conteúdo com o utilizador que o produziu. A Tsu não é assim. Esta rede social nova-iorquina, criada em 2013, opera sob uma premissa: 90% das receitas publcitárias geradas serão entregues aos utilizadores.

Paralelamente, a Tsu quer também recompensar – monetariamente – aqueles que consigam avolumar a base de utilizadores da rede social.

Será que estas jovens empresas conseguirão competir com os poderosos lordes da esfera das redes sociais, como o Facebook, o Twitter e até o Instagram? O segredo está na inovação e na capacidade de mitigação das falhas que afetam as redes sociais de longas raízes e que levam os utilizadores a procurarem novas alternativas.

Filipe Pimentel, B!T

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