Em 2010, Berardo já não tinha dinheiro para pagar a dívida

António Cotrim / Lusa

Em 2010, o Banco de Portugal (BdP) não encontrou provas de que o grupo Berardo tivesse capacidade financeira para pagar a dívida à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Em 2010, a Fundação Berardo e a Metalgest tinham um dívida de 357 milhões de euros, segundo um relatório do Banco de Portugal sobre os créditos da Caixa Geral de Depósitos para a compra de ações.

De acordo com a edição deste sábado do Correio da Manhã, já nesse ano (e três anos após a reestrutura das dívidas da Fundação à CGD, ao BCP e ao BES), o BdP não encontrou provas de que o grupo Berardo tivesse dinheiro para pagar a dívida ao banco público.

Tanto no caso da Fundação Berardo como da Metalgest, o Banco de Portugal afirma que “não existe evidência do mutuário [devedor] conseguir reembolsar o crédito sem ser por via da execução das garantias”.

Como garantia do pagamento dos créditos, Berardo deu à Caixa as ações do BCP, os direitos dos títulos de participação na Associação Coleção Berardo, dona da Coleção Berardo, e o aval pessoal do empresário madeirense.

No caso da Fundação, o supervisor sublinhou ainda a “falta de evidência de capacidade financeira do mutuário [para fazer face à dívida]”. O BdP defendeu também que a CGD não devia aceitar o aval pessoal de Berardo, no valor de cerca de 38 milhões de euros, por que não existia uma avaliação do património do empresário.

Berardo é um exemplo dos vários clientes a quem a Caixa Geral de Depósitos concedeu créditos para a compra de ações, cujo pagamento foi garantido pelos próprios títulos adquiridos. No final de 2010, a CGD tinha concedido a clientes 3,6 mil milhões de euros para a compra de ações.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Não há problema nenhum: façam este senhor, com cara de saúde mental e moral inabaláveis, príncipe, conde, morgado, duque e encham-lhe os bolsos não com umas centenas de milhões de euros mas com uns milhares de milhões que o povo português, com ordenado médio líquido abaixo – e ás vezes muito abaixo – dos mil euros paga e pagará tudo, convivendo alegremente e em santa paz com ladrões , gatunos, corruptos, bandalhos, tarados, loucos e fauna quejanda que por aí anda em número significativo. Até porque podem contar com o sr. costa, com aspecto e barriga de quem gosta do seu copito à refeição, que é hábil em subir os impostos dando a impressão de que os está a baixar, para gáudio deste rebanho de lorpas que somos todos nós, ou seja, eu a minha família. E tanto assim é, que a Fitch, uma empresa de rating, já veio piscar o olho ao sr. costa, querendo dizer-lhe que se continuasse a subir o IRS ao povo, como tem acontecido desde que está no poleiro, lhe subiria mais um pontito no rating da República, passando de caca para cheiro a caca. Ai Portugal, Portugal… quem te viu e quem te vê. Se não bem rapidamente um Jerónimo de Sousa ou um Salvini, a meia dúzia de porcos que por aí anda à solta açambarca tudo e o povo paga, paga, paga…

  2. Eu acho que a solução para este tipo de gente era oferecer-lhes camisas e calças com muitos bolsos, enche-los o mais possível de euros (em moedas claro, para não estragar), depois deixá-los (ou mesmo obriga-los) fugir a nado desde o Terreiro do Paço, até um paraíso fiscal à sua escolha, (por exemplo a Madeira).

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