A loucura do futebol: viver na rua durante três dias para conseguir um bilhete

Club Atlético Boca Juniors

Salvio em treino do Boca Juniors

Pela primeira vez, o Boca Juniors vai realizar um jogo oficial em La Rioja, contra o Ferro. Adeptos começaram a acampar-se desde sexta-feira passada.

O Estádio Carlos Augusto Mercado Luna, ou Estadio de Vargas, vai receber pela primeira vez o “grande” Boca Juniors.

O clube de Buenos Aires não joga em La Rioja desde 1999. E, nas cinco vezes que jogou lá, foram sempre jogos particulares.

Esta quarta-feira é dia de duelo dos 16-avos-de-final da Taça da Argentina, entre Ferro Carril Oeste e Boca Juniors.

A partida começa às 16 horas locais, ou seja, vai ser realizada durante a tarde de uma quarta-feira.

Mas isso não suavizou a procura de bilhetes. E que procura…

O jornal Olé conta que, já desde sexta-feira passada, começaram a acumular-se pessoas perto do pavilhão onde se venderam os bilhetes.

A venda começou na segunda-feira e, nessa manhã, estavam na zona do pavilhão mais de 10 mil adeptos. O Estádio Carlos Augusto Mercado Luna tem lugar para cerca de 25 mil pessoas.

Muitos dos interessados dormiram três noites seguidas na rua, para terem direito a um bilhete. Os preços dos ingressos variavam entre os 20 e os 40 euros.

E não são os adeptos do Ferro que estão a originar esta loucura. Há milhares de adeptos do Boca que chegaram de diversas zonas para conseguirem ver ao vivo a sua equipa.

La Rioja fica a mais de 1.300 quilómetros de Buenos Aires. São quase 15 horas de viagem, de carro.

Ou seja, há muitos adeptos daquela região a Norte que, até hoje, só viram o Boca pela televisão e nunca entraram no estádio La Bombonera.

O plantel do Boca Juniors conta, entre outros, com Rojo (ex-Sporting), Advíncula (ex-Vitória de Setúbal) e Salvio (ex-Benfica).

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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