O último anfiteatro construído pelos romanos foi recentemente descoberto na Suíça

Augusta Raurica

A descoberta foi feita por acaso, quando uma equipa de arqueólogos estava a acompanhar a construção de um novo albergue para um clube de remo em Basileia.

Foi uma descoberta por acaso, mas não deixa de ser incrível. Em Dezembro de 2021, uma equipa de arqueólogos estava a acompanhar trabalhadores que estão a construir um novo espaço para albergar os barcos para o clube de remo de Basileia, na Suíça, quando se deparou com algo inesperado.

O grupo descobriu os destroços daquele que agora se considera ser o último anfiteatro construído pelos romanos, que terá sido parte da civilização que viveu no sítio arqueológico de Augusta Raurica no rio Reno, a leste de Basileia, aponta o Ancient Origins.

O anfiteatro de forma oval foi construído numa pedreira romana abandonada que tinha sido usada até à parte final da Antiguidade. A descoberta de uma moeda datada entre 337 e 341 D.C. também indica que o anfiteatro nasceu no século IV.

Este território da Suíça moderna foi ocupado pelos romanos entre 15 A.C., quando foi anexado por César Augusto, até 400 D.C., altura em que as invasões germânicas derrotaram e fragmentaram o domínio romano.

O que torna esta descoberta tão interessante é a data das descobertas no sítio, como a moeda ou os materiais usados na sua composição — as pedras e argamassa. Estas pistas apontam para que o anfiteatro tenha sido construído no século IV, o que o torna o último a ser criado pela civilização romana.

De acordo com o comunicado de imprensa, este é o segundo anfiteatro a ser descoberto em Argóvia e o terceiro na antiga cidade romana Augusta Raurica, que fica maioritariamente na Suíça, mas que ainda se estende para território da França e da Alemanha.

A equipa demorou algum tempo a descobrir que as paredes ovais que encontraram eram de um anfiteatro, tendo esta revelação só sido confirmada com as escavações.

O último anfiteatro romano construído em Argóvia tinha 50 metros de comprimento e 40 metros de largura e foi integrado numa pedreira situada imediatamente a oeste do forte romano de Castrum Rauracense.

Para além das muralhas, um grande portão foi descoberto no lado sul e o complexo tinha ainda duas entradas laterais, sendo que ambas ainda estão bem preservadas. As muralhas internas tinham sinais de que teriam existido bancadas de madeira.

“Todas as provas juntas — o oval, as entradas e a colocação da tribuna — apontam para a interpretação enquanto um anfiteatro”, remata o comunicado.

  ZAP //

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