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Treinadora alemã expulsa dos Jogos Olímpicos. Bateu num cavalo que se recusava a saltar

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Tatyana Zenkovich / EPA

Atleta alemã Annika Schleu

A treinadora Kim Raisner foi expulsa dos Jogos Olímpicos de Tóquio depois de ter dado um soco no cavalo que a atleta alemã Anikka Schleu montava.

A treinadora alemã de pentatlo moderno Kim Raisner foi expulsa dos Jogos Olímpicos de Tóquio por bater num cavalo durante uma competição, esta sexta-feira.

A técnica estava a tentar ajudar a atleta Annika Schleu, que tentava controlar Saint Boy, o cavalo que lhe foi atribuído. Na prova de hipismo, os atletas têm apenas 20 minutos para se habituarem a um cavalo que nunca montaram.

Segundo o The Guardian, Schleu, que estava na primeira posição, ficou em lágrimas quando não conseguiu fazer o percurso porque Saint Boy se recusava a saltar. Acabou por passar para a 31.ª posição.

A União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) emitiu um comunicado a dizer que “analisou o vídeo que mostrava Kim Raisner aparentemente a socar o cavalo Saint Boy, montado por Annika Schleu”.

“As ações foram consideradas uma violação das Regras de Competição da UIPM, que são aplicadas a todas as competições reconhecidas de Pentatlo Moderno, incluindo os Jogos Olímpicos”, refere a nota, que anuncia a desqualificação da treinadora.

Nas redes sociais, foram várias as pessoas que levantaram preocupações sobre a forma como Schleu e Raisner trataram o animal.

  Liliana Malainho, ZAP //

10 Comments

    • São as regras, a partir do momento de início da prova, só o cavaleiro pode tocar no cavalo. E tem que o fazer com cortesia ou afecto, nunca com uma atitude agressiva. Por exemplo, não pode castigar o cavalo com esporas, não são permitidas. Quando um cavalo se recusa e fazem-no, mesmo conhecendo o cavaleiro há anos, há que respeitar a vontade do animal, não pode um treinador invadir a pista e exprimir o seu desapontamento de forma agressiva. O cavalo recusa-se e podem ser várias as razões, por exemplo, falta de confiança em si ou no cavaleiro. E o pentatlo, onde cavalo e cavaleiro não se conhecem, uma recusa é definitiva, o que um cavaleiro competente deve fazer, mesmo sabendo que a prova está perdida, é criar condições para o cavalo saltar, readquirindo a confiança própria. Obviamente a treinadora foi excluída por falta de desportivismo, não pelos danos físicos sobre o animal.

  1. “há que respeitar a vontade do animal” – Se lhe perguntassem não havia hipismo e no decurso da história pelo seu uso em batalhas, transporte e trabalho…
    “Apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e não tenho certeza quanto à primeira”.

  2. Ao que isto chegou.
    Talvez um psicólogo convença o cavalo a saltar. Consultas de psicologia já para todos os animais…
    O Pavlov era seguramente, na nova versão da “inteligência” animal, estúpido e provavelmente merecia, só porque era humano, ser abolido dos manuais. Ah! e se tiver uma estátua deitem-na abaixo.

  3. A treinadora deu um soco no cavalo que ele até andou de lado! Coitado do cavalo… a atleta é que não tinha nada que ir ao jogos olímpicos!
    Adam os atletas a treinar anos e anos para depois ir montar asnos japoneses…? Quem deveria estar em cima do asno era o gajo que inventou as regras!

  4. A treinadora é uma escroca. Ela é que devia levar um murro por não saber lidar com o cavalo e não o saber treinar bem. Ainda se diz treinadora de cavalos e nem os sabe treinar. Se fosse um ser humano que não conseguia desempenhar uma tarefa , de certeza não ía lá o treinador dar-lhe um murro. A quantidade de erros que os atletas cometem em competições e nem por isso os treinadores vão la bater-lhes por eles não conseguirem.

  5. Acho completamente estúpido competir com um animal a que não se está habituado, além de ser um tiro no escuro relativamente à performance na prova pode até ser perigoso. Qual será o fundamento para estas regras? Só me ocorre não fazer os animais passar pelo stress do transporte até ao lugar onde ocorrem as competições porque de resto não faz qualquer sentido, é uma roleta russa.

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