Nova terapia genética tratou mieloma múltiplo em ratos

scientificanimations / Wikimedia

Células de mieloma a produzirem proteínas monoclonais de vários tipos.

Uma equipa de cientistas desenvolveu uma nova terapia genética que conseguiu tratar o mieloma múltiplo em ratos. Após duas semanas, os ratos já mostravam melhorias.

O mieloma múltiplo é um cancro com origem nos plasmócitos da medula óssea. Ao contrário dos plasmócitos normais, as células de mieloma produzem novas células que não são necessárias, não morrem quando velhas ou danificadas e fazem sucessivamente mais cópias de si mesmas.

Muitos pacientes com mieloma acabam por desenvolver resistência aos tratamentos. Se a terapia não conseguir destruir completamente essas células malignas, o cancro provavelmente volta.

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia está a desenvolver uma terapia genética que silencia o IRF4, um gene que permite que as células estaminais do mieloma e as células tumorais proliferem e sobrevivam. Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista científica Cell Stem Cell.

Os investigadores conseguiram silenciar este gene com um oligonucleotídeo, um pedaço de ADN projetado especificamente para se ligar ao material genético do IRF4, causando a sua degradação, explica o portal Medical Xpress.

Os dados do estudo pré-clínico mostram que o oligonucleotídeo diminuiu a carga da doença, reduziu a abundância de células estaminais do mieloma e aumentou a taxa de sobrevivência dos ratos com este cancro.

“Tenho trabalhado com um grupo de apoio local para pacientes com mieloma múltiplo. Eles inspiram-me. Fazem as perguntas mais perspicazes e isso torna as coisas pessoais. Espero que este trabalho lhes dê, eventualmente, novos tratamentos potenciais para prevenir recaídas, e lhes permita melhorar”, disse o coautor Leslie Crews.

Esta nova terapia, garantem os investigadores, apresentou resultados favoráveis após duas a seis semanas. Em contrapartida, nenhum dos ratos que não foi submetido ao tratamento apresentou melhorias.

Um dos desafios da investigação deste cancro é que as suas células não crescem bem em placas de Petri. Como tal, a melhor alternativa é transplantar células de mieloma de humanos para ratos.

“Os resultados destes estudos pré-clínicos foram tão impressionantes que metade das imagens microscópicas que tiramos para comparar as amostras de medula óssea entre ratos tratados e não tratados continuavam a sair em branco – nos ratos tratados, não foi possível encontrar células de mieloma restantes para estudarmos”, disse Crews. “Isso torna a ciência mais difícil, mas dá-me esperança para os pacientes”.

Daniel Costa, ZAP //

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