Teletrabalho na Europa: 33% dos trabalhadores preocupados com a sua carreira

Bem-estar financeiro dos trabalhadores tem piorado nos últimos três anos. 30% quer mudar de emprego em breve.

Quase um terço das pessoas que trabalham na Europa quer mudar de emprego, de acordo com um inquérito recente.

A sondagem ‘2022 Global Benefits Attitudes Survey’, da WTW, foi realizada de forma online, entre Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano. Foram inquiridos mais de 13 mil trabalhadores de empresas europeias do sector privado, de média ou grande dimensão.

30% dos inquiridos pretendem mudar de emprego dentro dos próximos dois anos e 18% também escolheriam novo emprego se tivessem essa oportunidade, porque sentem-se estagnados no actual emprego. Sobram 52%, que não planeiam mudar o seu percurso laboral em breve.

O bem-estar financeiro tem piorado nos últimos três anos; 28% têm problemas financeiros, com impacto negativo no seu dia-a-dia (eram 25% em 2019). E 12,5% têm problemas em todas as dimensões do bem-estar.

Metade dos trabalhadores diz que recebe os benefícios – salários, flexibilidade e desenvolvimento, entre outros – que seriam expectáveis, enquanto esse pacote de benefícios deveria incluir aplicações e ferramentas financeiras para 39% dos inquiridos.

Apenas 40% considera que os patrões têm trabalhado como deveriam a parte da saúde mental dos seus funcionários. Mais de metade dos três trabalhadores com menos de 40 anos admitiram queixas a nível mental.

Em relação ao trabalho remoto, a maioria (63%) respondeu que as condições de trabalho neste contexto estão de acordo com as suas expectativas. 30% quer trabalhar mais vezes em casa – apenas 7% preferem o regime presencial.

No entanto, o teletrabalho traz outra vertente: praticamente metade dos inquiridos (49%) sente-se mais desligados dos colegas de empresa e um terço está preocupado com um eventual impacto negativo do teletrabalho na sua carreira.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.