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Simulador é capaz de prever surtos em cidades afetadas pela pandemia

Uma equipa usou técnicas de modelagem de aplicações químicas para criar um novo simulador de cidades. O método permite desenvolver uma estrutura que simula a propagação de doenças infeciosas em cidades reais, como é o caso de Birmingham, em Inglaterra, e Bogotá, na Colômbia.

No estudo efetuado, os habitantes digitais possuem as mesmas características estatísticas da população real e os seus movimentos são uma combinação de viagens previsíveis (como deslocamentos para o trabalho ou para a escola) e passeios aleatórios (compras ou lazer).

Os indivíduos, os seus contactos e a propagação da doença são simulados através de um super computador de alto desempenho. Desta forma, as simulações reproduzem com precisão os dados da covid-19 para cidades como Birmingham e Bogotá, antes e durante o período de confinamento.

De acordo com os autores, os decisores políticos podem usar as cidades digitais como laboratórios virtuais para testar, prever e comparar os efeitos das regras destinadas a conter futuros surtos. Os modelos são capazes de demonstrar a eficácia das estratégias de mitigação, como confinamentos, uso de máscaras e distanciamento social.

A equipa usou modelos que foram desenvolvidos para aplicações químicas para criar modelos que imitam a atividade humana numa cidade. Os especialistas observaram que as reações químicas, em alguns casos, comportam-se de formas muito semelhantes a uma doença que se espalha pela população.

Com o novo método a equipa descobriu que as simulações eram bastante precisas em alguns aspetos e menos precisas em outros, avança o Phys. Por exemplo, percebeu-se que a simulação era eficaz a combinar dados da taxa de infeção do mundo real em ambas as cidades.

Ainda assim, os especialistas indicam que há margem para melhorias no simulador e sugerem que mais tempo de investigação irá permitir a expansão além das cidades, e pode até funcionar em países inteiros e, eventualmente, no mundo inteiro.

O estudo foi publicado no jornal Proceedings of the Royal Society A no dia 27 de janeiro.

  Ana Moura, ZAP //

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