Sánchez estuda geringonça e promete governo pró-Europa que respeite a Constituição

JuanJo Martin / EPA

PSOE ganha eleições gerais em Espanha

O líder do PSOE, Pedro Sánchez, disse que a vitória do partido socialista nas eleições legislativas espanholas mostra à Europa e ao mundo “que se pode ganhar ao autoritarismo”.

Discursando da sede do PSOE, em Madrid, Pedro Sánchez disse que os resultados mostraram que o partido “não é muleta” do Partido Popular.

Durante a sua intervenção, várias vezes interrompida por gritos de apoiantes, o candidato socialista e atual presidente do Governo espanhol, prometeu “respeitar a Constituição” e contribuir para a “convivência política“.

“Trata-se de ganhar as eleições e de governar Espanha. Vamos governar Espanha!”, afirmou perante milhares de apoiantes, acrescentando que o governo socialista será de “todos os espanhóis”.

Sánchez prometeu um Governo “pró-Europa, para fortalecer a Europa”, e construir “uma Espanha plural”, assumindo como prioridades o combate à injustiça social e à corrupção. “Não queremos o retrocesso, queremos um país que avance”, frisou.

Para o secretário-geral do PSOE, as eleições de hoje demonstraram que Espanha “tem uma democracia sólida” e que acedeu “em defesa do seu futuro e de mais direitos e liberdades”. O PSOE foi o partido mais votado nas eleições legislativas espanholas, embora sem obter a maior absoluta, ao eleger 122 deputados, quando estão apurados 99,5 por cento dos votos.

Uma solução para governar

Como partido mais votado, o PSOE vai tentar encontrar o apoio de outros para tentar alcançar uma maioria absoluta de 175 mais um num total de 350 deputados.

A tarefa não vai ser fácil, mesmo que à partida conte com o apoio do Podemos, o seu principal parceiro que o apoiou no parlamento desde junho de 2018, quando conseguiu afastar o Governo do PP.

Os nacionalistas do País Basco não conseguiram eleger qualquer deputado, impossibilitando uma possível união com o PSOE. De acordo com a TSF, pedir o apoio dos separatistas catalães seria fácil, mas também improvável — não fossem eles responsável pela queda do seu governo e pela marcação de eleições antecipadas.

Foi também descartada uma possível coligação com os Ciudadanos. Os dois líderes partidários, Rivera e Sánchez, já excluíram essa hipótese, preferindo associar-se a movimentos dentro do seu próprio bloco político, um de esquerda e o outro de direita.

Até ao momento, o Unidas Podemos surge como um dos principais candidatos a formar governo com o PSOE. O seu líder, Pablo Iglésias, já falou com Pedro Sánchez para discutirem essa possibilidade: “Expressei a nossa disponibilidade para trabalhar no sentido de formar uma coligação de governo”.

Apesar de uma possível coligação pós-eleitoral entre PSOE e Unidas Podemos, ainda seriam necessários mais 11 assentos parlamentares para atingir a maioria e formar governo. “Esperávamos melhor, mas é um resultado suficiente para alcançar o nosso objetivo” de impedir que a direita chegue ao governo e formar uma coligação de esquerda, destacou.

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. AI JESUSA, já estou a ficar com a doença a FEBRE AMARELAAIIIIIIIIIIIIIIII O QUE VIRA A SEGUIRRRRRRRR IIIIIIIIIIIIIIIIIII
    AGP

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