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“Recorde histórico”. Nunca houve tantos nascimentos de gémeos no mundo como agora

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Larry Jacobsen / Flickr

De acordo com um novo estudo, há cada vez mais partos de bebés gémeos no mundo. A tendência tem-se mantido alta nos últimos 40 anos.

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Desde 1980 que o número de nascimentos de gémeos no mundo aumentou cerca de 30%. Deste modo, atualmente, a proporção é de um nascimento múltiplo em cada 40 partos.

“O número relativo e absoluto de gémeos no mundo é maior do que nunca desde meados do século XX e é provável que seja um recorde histórico“, garante Christiaan Monden.

Nos anos 80 nasciam 9,1 gémeos a cada 1000 partos. O número passou para 12 nascimentos múltiplos por 1000 partos, ou seja, cerca de 1,6 milhão de pares de bebés por ano.

Segundo Christiaan Monden, da Universidade de Oxford, e um dos autores do estudo, a reprodução medicamente assistida é um dos fatores com maior peso nesta evolução.

O estudo indica que o aumento da tecnologia de reprodução assistida nos países desenvolvidos desde a década de 1970 contribuiu para o aumento de nascimentos múltiplos, assim como as mães que deram à luz numa idade mais avançada, quando as taxas de gémeos são mais altas.

O aumento do uso de anticoncecionais, a opção de começar uma família cada vez mais tarde, e a fertilidade geral mais baixa também foram responsáveis por este aumento significativo.

A pesquisa conta com dados de 135 países, no período de 2010 a 2015, e conclui que as taxas de nascimentos múltiplos são mais altas em África, devido a “diferenças genéticas” entre o continente e o resto do mundo, afirmam os investigadores.

Por outro lado, “o número de partos gêmeos aumentou em todos os lugares, exceto na América do Sul”.

Os especialistas afirmam ainda que o número recorde foi impulsionado exclusivamente por nascimentos de “gémeos fraternos” que derivam de dois óvulos fertilizados separados.

No entanto, o número de gémeos idênticos, conhecidos como monozigotos, permanece o mesmo, avança o EurekAlert.

O estudo foi publicado na revista científica Human Reproduction a 12 de março.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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