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Os pterossauros conseguiam voar assim que eclodiam dos ovos

@MarkWitton / Twitter

Os pterossauros tinham asas suficientemente longas e ossos suficientemente fortes para conseguirem sustentar o voo depois de eclodirem.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, descobriu que os pterossauros recém-nascidos seriam capazes de voar assim que saíam dos ovos. A investigação permitiu concluir que os ossos do úmero das crias destes répteis voadores eram mais fortes do que os de muitos pterossauros adultos.

“Embora conhecêssemos os pterossauros há mais de dois séculos, só conseguimos obter fósseis de embriões e recém-nascidos desde 2004. Ainda estamos a tentar entender as fases iniciais da vida destes animais”, referiu, em comunicado, Mark Witton, coautor do estudo publicado dia 22 de julho na Science Reports.

Segundo o Ancient-Origins, a equipa modelou o voo das crias de pterossauro com base nas medidas das asas de fósseis de quatro espécimes de duas espécies diferentes: Pterodaustro guinazui e Sinopterus dongi.

Depois, os cientistas compararam estas medidas com as das asas de adultos da mesma espécie e a força do úmero de três crias com a do de 22 pterossauros adultos.

“Descobrimos que estes pequenos animais, com envergadura de asa de 25 centímetros e corpos que cabem numa mão, eram voadores muito fortes e capazes. Os ossos eram suficientemente fortes para sustentar o batimento de asas e a descolagem, e as suas asas eram idealmente moldadas para voo propulsado”, explicou o investigador.

Ainda assim, os pterossauros recém-nascidos não voavam exatamente como os seus progenitores, uma vez que “as capacidades de voo são fortemente influenciadas pelo tamanho e pela massa”.

As dimensões das asas dos recém-nascidos podem tê-los tornado menos eficientes do que os adultos em viagens de longa distância, mas as crias voavam de forma mais ágil e conseguiam mudar repentinamente de direção e velocidade.

  Liliana Malainho, ZAP //

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