Provas de aferição terão componente eletrónica já em junho

Três mil alunos serão abrangidos por projeto-piloto que visa preparar a transição digital nas provas nacionais.

A edição deste ano das provas de aferição será marcada por mais um passo em direção à digitalização do ensino, já que três mil alunos vão realizar as suas provas teóricas no computador. O objetivo, a longo prazo, será que todas as provas deixem de ser feitas em formato papel. De acordo com o Jornal de Notícias, o projeto-piloto vai abranger 42 escolas de todo o país, nomeadamente nos Açores e na Madeira. O processo deverá evoluir no próximo ano para incluir as provas do 9.º ano e, em 2024, aos 11.º e 12.º.

A gradualidade, justifica o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) justifica-se com a necessidade de garantir a “segurança e contribuição de todos”. A transição irá obrigar a um investimento na ordem dos 12 milhões de euros, com a verga a provir do Plano de Recuperação e Resiliência.

Em causa estão as provas das disciplinas de Português, Matemática, História e Geografia, Estudo do Meio e Ciências Naturais. Os computadores que serão utilizados pelos alunos serão escolhidos pelas escolas, podendo os aparelhos ser “próprios” — do aluno — ou fornecido pelo estabelecimento de ensino. No entanto, a realização das provas terá que ocorrer sempre nas salas de aula. A plataforma que usaram será uma “já utilizada em outros contextos“.

Ainda segundo o JN, após o período experimental, todos os alunos realizarão as provas de aferição teóricas em formato digital e em 2025 não haverá avaliações em papel.

  ZAP //

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