Nem Einstein tinha resposta. Um problema de buracos negros pode ter sido resolvido

LIGO / Caltech / MIT / Sonoma State

Uma equipa de cientistas pode ter encontrado a resposta para um problema de buracos negros que nem Albert Einstein conseguiu resolver.

Para conhecer a estrutura do espaço e do tempo à volta de um buraco negro basta saber a sua massa, carga elétrica e rotação. A equação é mais complicada quando são dois buracos negros a orbitarem-se mutuamente.

Ao contrário de um único buraco negro, para o qual existe uma solução exata para as equações de Einstein, não há solução exata para dois buracos negros, explica a Inverse.

Embora as equações de Albert Einstein não ofereçam uma resposta para os buracos negros binários, há alguns aspetos que são previstos por elas.

Um deles é o fenómeno conhecido como ressonância orbital, que ocorre quando dois ou mais corpos em órbita exercem influência gravitacional um sobre o outro. No caso de dois buracos negros, ou as rotações se alinham (paralelas) ou tornam-se opostas (antiparalelas).

Os resultados de um recente estudo, publicado na revista Physical Review Letters, sugerem que este conceito é real.

A equipa de investigadores analisou dados de ondas gravitacionais de fusões conhecidas de buracos negros e descobriu que as suas rotações tendem a ser paralelas ou antiparalelas.

No entanto, dado a curta amostra estudada, não é possível afirmar com exatidão que de facto as rotações dos buracos negros são afetadas. Um dos desafios de medir a rotação de buracos negros é que o sinal é bastante fraco. Ainda assim, há fortes evidências que apoiam a teoria dos cientistas.

Num segundo artigo científico, publicado na revista Physical Review D, os autores analisaram como seria possível obter melhores resultados.

Na segunda rodada de investigação, os autores descobriram que o sinal para ressonância orbital é mais forte quando os buracos negros estão quase prontos para se fundir.

A equipa de cientistas mostrou como é que modelos podem analisar o sinal de quase fusão, obtendo resultados muito melhores. Com este novo método, espera-se que num futuro próximo seja possível confirmar a ressonância orbital em buracos negros.

  ZAP //

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