Nasceu a primeira lula editada geneticamente

Roger Hanlon / Marine Biological Laboratory

A lula de baixo foi geneticamente modificada.

Uma equipa de cientistas recorreu à ferramenta de edição genética CRISPR para criar a primeira lula modificada geneticamente. Este avanço pode ajudar no estudo de doenças neurodegenerativas.

As lulas são um dos animais mais inteligentes do oceano, possuindo um dos maiores cérebros dos invertebrados. Além disso, também têm um sistema nervoso altamente complexo, que lhes permite camuflar o seu corpo num estalar de dedos e comunicar entre si usando vários tipos de sinais.

Agora, um grupo de investigadores criou a primeira lula modificada geneticamente através da ferramenta de edição genética CRIPSR. Desta forma, os cientistas conseguem desvendar da melhor forma possível os mistérios do seu poderoso cérebro.

O portal OneZero escreve que, para além de uma grande marco na biologia, este avanço científico pode trazer grandes benefícios para o ser humano. Isto porque os cefalópodes são usados para estudar doenças neurodegenerativas como a Alzheimer e o Parkinson.

O cientista Joshua Rosenthal, do Laboratório de Biologia Marinha em Woods Hole, Massachusetts, acredita que daqui em diante vamos ver mais neurobiólogos a usar estes organismos editados geneticamente.

Rosenthal e a sua equipa conseguiram com que a lula fosse transparente. “Se você vir que a pigmentação desapareceu, é fácil ver se a edição genética está a funcionar”, explicou o cientista ao OneZero. Os resultados foram publicados recentemente no jornal científico Current Biology.

Os investigadores usaram uma espécie chamada Doryteuthis pealeii, que migra em massa para as águas de Cape Cod todas as primaveras. No entanto, esta espécie não consegue sobreviver muito tempo em laboratório, já que se torna muito grande. No futuro, os autores tencionam usar espécies mais pequenas para facilitar o seu estudo.

Além disso, também querem usar o CRISPR para rastrear a atividade neural da lula. Os cientistas vão fazer isto inserindo um gene que gera uma proteína fluorescente que brilha quando o sistema nervoso é ativado.

“Seria bom poder observar a atividade dessas células nervosas para tentar correlacionar o comportamento com a atividade”, disse Rosenthal. Assim, a equipa de investigadores poderá estudar melhor a estrutura cerebral desta criatura.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não foi o CRISPR que falhou rotundamente em embriões humanos?
    Gosto da desculpa de não a deixar crescer por se tornar grande. Não vá mostrar “problemas” daqui a pouco tempo… desculpas.

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