Presidente do BPA disponível para prestar depoimento por videoconferência

António Cotrim / Lusa

O presidente do Banco Privado Atlântico (BPA) disse estar disponível para ir depor como testemunha no processo Operação Fizz, via videoconferência, mas que ainda não foi notificado para prestar depoimento.

Num comunicado, enviado à agência Lusa, Carlos Silva diz estar disponível “para prestar todos e quaisquer esclarecimentos que o Tribunal considere relevantes, face às falsidades que têm sido ditas”, tendo hoje mesmo manifestado a sua disponibilidade aos juízes da Operação Fizz.

“Atendendo a que vivo em Angola, e porque face às falsidades que têm sido ditas urge um esclarecimento célere, desde já, disponibilizo-me para que o meu depoimento possa ser efetuado por videoconferência, após notificação para o efeito”, adianta o banqueiro angolano.

Carlos Silva, que também é administrador do Millennium BCP, garante que não foi notificado para testemunhar no âmbito do julgamento em curso em Lisboa, acrescentando que, como consta do processo, a sua “morada pessoal e profissional localiza-se em Luanda, Angola”.

Na sessão da manhã do julgamento, o coletivo de juízes decidiu fazer uma participação do BPA ao Banco de Portugal e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, após o Banco Privado Atlântico ter recusado notificar o seu presidente, alegando que Carlos Silva não tinha morada na instituição bancária.

A procuradora do MP propôs que fosse tentada a notificação de Carlos Silva por email e o tribunal determinou que fossem solicitadas informações ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras sobre a morada em Portugal do banqueiro e à Autoridade Tributária sobre o número fiscal do banqueiro, com vista à sua notificação.

O tribunal quer ouvir Carlos Silva como testemunha, uma vez que o seu nome está a ser apontado, nomeadamente por Orlando Figueira, como responsável pela contratação do ex-procurador do Ministério Público como assessor jurídico do BPA em Angola, contrato que não foi cumprido e cuja revogação, segundo o arguido, foi elaborada pelo advogado Daniel Proença de Carvalho.

Num comunicado recente, Carlos Silva tinha negado as acusações de Orlando Figueira, referindo que são uma tentativa “recente e oportunista de adulterar a realidade” e que não praticou os atos que lhe são imputados pelo arguido.

// Lusa

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