Polícia canadiana começa a desmantelar o “Comboio da Liberdade”. Pelo menos 100 manifestantes foram detidos

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Amru Salahuddien / EPA

As autoridades rebocaram veículos que estavam a bloquear as ruas de Otava e que estavam concentrados em frente ao parlamento no protesto que paralisou o comércio entre o Canadá e os EUA. Dezenas de camionistas foram detidos.

A polícia canadiana começou a deter os camionistas que há três semanas começaram um protesto na capital do país, Otava, contra a vacinação obrigatória e as restrições impostas para o controlo da pandemia.

Várias dezenas de pessoas foram detidas e a polícia garante que foram feito avanços na desmobilização de camionistas. Centenas de polícias dirigiram-se à baixa da capital e começaram a deter manifestantes e a desviar as grandes plataformas que bloqueavam as ruas. Muitos camionistas desmobilizaram por sua iniciativa.

O chefe interino da polícia de Otava, Steve Bell, disse que a polícia continua a tentar controlar as ruas e vai trabalhar até que isso aconteça. Bell disse que apenas se registou um ferimento ligeiro num agente e que nenhum manifestante foi ferido.

Vários operadores de reboque, a usar máscaras de esqui, começaram de manhã a chegar ao local dos protestos sob escolta policial e começaram a remover os camiões e autocaravanas que estavam estacionados em frente ao parlamento.

Os manifestantes em Otava fazem parte de um movimento que organizou bloqueios ao longo da fronteira com os Estados Unidos, causando prejuízos económicos nos dois países, especialmente na indústria automóvel no Michigan, que depende do comércio feito através da Ponte Ambassador, que foi bloqueada pelos manifestantes.

A polícia deu o primeiro passo para acabar com a ocupação na quinta-feira com a detenção de dois líderes do protesto e interditando grande parte da área do centro da capital federal canadiana para impedir que outras pessoas se juntassem aos manifestantes.

A capital federal canadiana é o último reduto do movimento contra as restrições impostas devido à pandemia, autodenominado ‘Freedom Convoy’ (‘Comboio da Liberdade’, em tradução livre), após três semanas de manifestações e bloqueios que encerraram as fronteiras entre o Canadá e os Estados Unidos da América (EUA), causaram danos económicos a ambos os países e criaram uma crise política para o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau.

A polícia de Otava deixou claro na quinta-feira que se preparava para acabar com o protesto e retirar os mais de 300 camiões, com o chefe da polícia interina de Otava a avisar: “A ação está iminente“.

Na sexta-feira à noite, pelo menos 100 pessoas tinham sido detidas e 21 veículos foram rebocados, incluindo todos os que estavam a bloquear as principais estradas da cidade.

Estes protestos abalaram a reputação do Canadá de civilidade e obediência às regras e inspiraram outros semelhantes na França, Bélgica, Nova Zelândia e Países Baixos.

No início da semana, o primeiro-ministro invocou a Lei de Emergências do Canadá, autorizando as forças policiais a declarar os bloqueios ilegais, rebocar camiões e punir os motoristas com detenção, congelar contas bancárias e suspender as licenças.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Mas quando a morte de um toxicodependente criminoso nas mãos da policia, levou a um protesto de esquerda “maioritariamente pacifico” (queimar edifícios, roubar lojas e assaltar pessoas na rua)e tomaram conta de quarteirões inteiros , deixaram-lhes viver o “verão do amor” por meses.

    Ah.. a ironia
    Jornalismo está morto

    Ps- Vacinas mandatarias tem pouco ou nenhum efeito no controlo Deste vírus

  2. O Canadá vive tempos negros, tá um bandido de extrema esquerda no poder com regime totalmente autoritário. Ele ao tempo que anda a chamar a estes cidadão de nazis e tudo, quando não passam de pessoas normais que até levam os filhos e se estão a manifestar contra o autoritarismo. É o Canadá e Australia que até campos de concentração literais tem para as pessoas doentes.

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