Pinto da Costa revela que Mourinho quase fez “meia época pelo FC Porto numa emergência”

FC Porto / Twitter

José Mourinho e Pinto da Costa

O FC Porto conseguiu juntar José Mourinho, Vítor Baía e Jorge Costa numa conversa, por video-conferência, com Pinto da Costa. E o presidente dos dragões revelou que o actual treinador do Tottenham quase voltou ao FC Porto, em 2016, para fazer meia época no clube numa situação de “emergência”.

Foi no âmbito da rubrica “FC Porto em casa”, implementada nestes tempos de quarentena, que Pinto da Costa esteve à conversa com José Mourinho, Vítor Baía e Jorge Costa. Uma iniciativa no âmbito dos 38 anos de presidência do dirigente.

No início da conversa, Mourinho confessou ter que “esconder uma lagriminha”, demonstrando a emoção por estar a rever e a falar com os seus antigos jogadores no FC Porto e com o dirigente.

E Pinto da Costa reforço esse “afecto” especial de Mourinho pelo FC Porto, contando que ele quase voltou ao Dragão em 2016, quando já tinha assinado pelo Manchester United. Foi quando Julen Lopetegui deixou os dragões a meio da temporada.

“Ficámos sem treinador a meio da época, abordei o Mourinho, que tinha contrato com o Manchester United, mas só ia começar na época seguinte, e perguntei-lhe se queria vir acabar a época ao FC Porto e ele disse que sim, que vinha“, relata Pinto da Costa.

“Quando estávamos a pensar que o impossível ia, afinal, ser possível, o Manchester United não autorizou, com o argumento de que estávamos na mesma prova europeia e que podíamos ser adversários”, refere ainda, sublinhando que o técnico não impôs “qualquer condição”. “O Mourinho estava disponível para fazer meia época pelo FC Porto numa emergência”, destaca, salientando que isso “mostra bem a afectividade com que sempre ficou pelo FC Porto”.

A conversa fluiu com muitas trocas de elogios e com algumas revelações sobre histórias envolvendo o plantel que Mourinho treinou.

Logo a arrancar a conversa, o treinador elogiou Pinto da Costa, notando que “o Presidente está com uma cabeça que parece um cérebro“. Sobre Vítor Baía disse que foi “o melhor guarda-redes português de sempre com muita distância para o segundo” e de Jorge Costa disse está “mais elegante do que quando jogava”.

Mourinho também lembrou que começou a trabalhar no FC Porto muito antes de ser treinador, como adjunto de Bobby Robson. “Aprendi tanto, tanto, tanto no FC Porto que eu só tenho que estar agradecido”, frisou o treinador, realçando a sua “ligação emocional” com o clube.

Pinto da Costa reforçou ainda que um dia terão que “contar” os dois a história de como foi para o FC Porto. “Estava com um pé e meio do outro lado”, acrescentou Mourinho a sorrir.

“Estou convencido que vamos conquistar a dobradinha”

No dia em que completou 38 anos na presidência do FC Porto, Pinto da Costa disse também que está “convencido que o clube vai conquistar a ‘dobradinha'” no futebol, salientando que está confiante que é possível ganhar o campeonato e a Taça de Portugal esta época.

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“Estamos todos convencidos que sim, que vamos ganhar a ‘dobradinha’. Estamos todos a trabalhar para que assim seja. Em bloco, não sou só eu, é toda a direcção, o ‘staff’ técnico, jogadores, todos acreditamos que será possível“, disse Pinto da Costa.

O presidente do FC Porto explicou também como tem sido o dia a dia com as reservas do confinamento devido à propagação da Covid-19.

“Um terço das muitas horas que passo acordado estou a falar ao telefone com gente do FC Porto, com o treinador, colegas da direcção e da administração e não estamos a recordar o passado. Estamos a preparar o futuro e a resolver o presente. Tenho aquela aplicação que conta os passos e ontem, por exemplo, fiz 17 mil passos em casa, ao telefone. A minha meta são 12 mil. Isto traduzido em horas são quatro horas ao telefone”, disse o dirigente.

Questionado sobre o facto de ser o presidente mais titulado da história, Pinto da Costa optou por pensar nos títulos que “ainda estão por ganhar”.

“O que ganhámos é história. Gosto de rever o passado, mas isso é história e história não é para mim, é para os historiadores. Tenho é de estar preocupado com o que temos de ganhar”, frisou ainda.

  ZAP // Lusa

 

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