Pelo menos 300 mortos no sismo que atingiu o Afeganistão e o Paquistão

Narendra Shrestha / EPA

Populares em Katmandu tentam resgatar um homem dos escombros do sismo que atingiu o Nepal

Os esforços das autoridades afegãs e paquistanesas centram-se hoje nas operações de resgate e a entrega de ajuda humanitária depois do terramoto de segunda-feira, que já causou pelo menos 300 mortos e 2.000 feridos nos dois países.

No Afeganistão, segundo o balanço mais recente do Governo, há 76 mortos e 268 feridos. Entretanto, as autoridades locais apontam para 94 mortos e 345 feridos pelo sismo que, de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos, teve uma magnitude de 7,5 graus na escala de Richter.

O porta-voz da Executivo afegão, Javid Faisal, declarou à agência EFE que mais de 4.000 mil casas ficaram destruídas pelo terramoto, que ocorreu em Badakhshan, província no nordeste do país e que faz fronteira com o Tajiquistão, China e Paquistão.

As províncias de Badakhshan, Takhar (nordeste), Baghlan (norte), Nuristan, Laghman, Nangarhar e Kunar (leste) são as mais afetadas.

Fontes locais também indicaram que 5.370 casas ficaram destruídas com o sismo, especialmente em Badakhshan – em que o seu governador em exercício, Waliullah Adib, referiu que há 2.700 casas destruídas — e Kunar.

Num comunicado pouco usual, os talibãs pediram hoje às organizações humanitárias e aos “países ricos” que não poupem na ajuda das vítimas do terramoto, muitas delas na zona sob o controlo ou em conflito com os rebeldes.

No Paquistão, as autoridades elevaram o número de mortos para 231 e 1.652 feridos e estão a deslocar equipas de ajuda para as zonas mais afetadas, principalmente nas províncias de fronteira com o Afeganistão.

“Equipas médicas e de resgate chegaram já a algumas áreas afetadas, ainda que em muitas outras zonas não seja possível aceder devido às dificuldades no terreno”, explicou à EFE o porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Paquistão, Ahmed Kamal.

Segundo o porta-voz, o Governo enviou até ao momento um helicóptero, um hospital móvel, 2.000 mantas e o mesmo número de tendas de campanha e esteiras para a província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão e a mais afetada pelo sismo.

Kaml explicou que foi nessa província que houve o maior número de mortos, 184, além dos 1.456 feridos.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, viajou hoje para Shangla, no noroeste, para conhecer em primeira mão a situação da população atingida pelo tremor de terra.

Na Índia, o terramoto deixou dois mortos e dois feridos no noroeste do país em incidentes relacionados com o sismo.

/Lusa

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