Virologista Pedro Simas prevê mudanças radicais após a Páscoa

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Pedro Simas diz que os casos vão continuar aumentar, mas defenda que é normal. O virologista prevê ainda mudanças radicais após a Páscoa.

Esta quarta-feira, Portugal registou mais 4.670 casos confirmados de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 17 mortes. Desde 6 de fevereiro que não havia tantos casos novos de covid-19 em Portugal.

Em entrevista à RTP, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, avisou que “poderemos ter uma duplicação dos casos dentro de 26 dias, que será por volta do Natal”.

“Não podemos entrar em pânico porque estes níveis de infeção são normais”, avisou o virologista Pedro Simas, no congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre em Aveiro.

Aliás, o especialista alerta que os casos ainda não aumentar mais, pelo que não nos devemos precipitar a fechar a economia e a sociedade.

“Não vai ser por causa da covid que nos vamos descontrolar como aconteceu no ano passado, e há que ter cautela quando impomos restrições”, disse o investigador do Instituto de Medicina Molecular. “Não podemos correr o risco de não abrir a sociedade e de começarmos todos a perder imunidade”.

Pedro Simas salientou ainda que a Ómicron já está na Europa toda e “vai-se espalhar pelo mundo inteiro”. Contudo, reforça que as pessoas não se devem preocupar, visto que “as variantes nunca foram um problema”.

“O nível de infeções que temos em Portugal nesta fase da endemia ainda é baixo e vai subir mais, mas temos de encarar isto com normalidade”, acrescentou o perito, citado pelo Expresso.

O foco não deve ser o número de casos, mas sim os de internamentos e mortes, que estão abaixo dos valores registados noutras vagas da pandemia.

“A partir da próxima Páscoa, as coisas vão mudar completamente, tal como mudaram este verão”, atirou Pedro Simas, explicando que “o vírus não vai parar quando chegarmos à Primavera de 2022”.

O segredo para controlar a pandemia está na vacinação, reforça o virologista, enaltecendo a importância da administração da terceira dose.

“Não é necessário vacinar as crianças, com a terceira dose já se consegue um efeito protetor da população a nível global”, esclareceu o especialista.

Pediatras, cardio­logistas, enfermeiros e representantes do setor da Saúde do grupo de trabalho encarregado de apoiar a Direção-Geral da Saúde (DGS) na vacinação contra a covid-19 dos menores de idade defendem que a vacina deve ser limitada a casos de risco acrescido.

No entanto, que apesar de o grupo reprovar a imunização pediátrica generalizada, a decisão deverá avançar – até porque já foi anunciada pelo primeiro-ministro.

“De facto, a pandemia não acabou, mas vai acabar rapidamente”, rematou Pedro Simas.

  Daniel Costa, ZAP //

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