Paulo Sousa soube que ia haver jogo 2 horas antes do seu início

Dia completamente invulgar para o Flamengo. Pouco antes da hora da estreia na Libertadores, não se sabia se os jogadores iriam entrar em campo, no Peru.

O Flamengo, equipa brasileira liderada por Paulo Sousa, passou por um dia realmente invulgar, nesta terça-feira. Foi o dia da estreia na Taça Libertadores 2022 – uma estreia que quase nem aconteceu.

O cenário foi o Peru, país marcado por protestos violentos contra a subida dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes que, tal como noutros países, têm marcado e condicionado o dia-a-dia da população local nas últimas semanas.

Na noite anterior Pedro Castillo, presidente do Peru, tinha anunciado estado de emergência em Callao e na capital Lima – a cidade que seria o palco do jogo entre Sporting Cristal e Flamengo.

Havia recolher obrigatório ao longo de todo o dia do jogo. O ministro da Justiça local chegou mesmo a dizer publicamente que o encontro não se iria realizar.

Depois a confusão aumentou: às 17h22 locais a federação sul-americana de futebol, a CONMEBOL, informou que a partida foi adiada; dois minutos antes, às 17h20, o presidente do Peru suspendeu o recolher obrigatório em Lima.

Quando foi informada da decisão de Pedro Castillo, a CONMEBOL corrigiu a indicação publicada pouco antes e confirmou que iria mesmo haver jogo, que começou às 20 horas.

E houve. Sem adeptos nas bancadas, com exibição modesta do Flamengo, mas com vitória da equipa de Paulo Sousa. 2-0, graças aos golos de Bruno Henrique e de Matheuzinho.

“A única forma de lidarmos com qualquer tipo de problema é estarmos focados no que controlamos. Hoje tínhamos que tomar decisões antes deste jogo. Estivemos focados para este jogo. Penso que a equipa respondeu bem, foi intensa e conquistou o que pretendíamos neste jogo: ganhar com golos e não sofrer”, analisou o treinador português.

Vítor Pereira perdeu na sua estreia na Libertadores. O Corinthians foi derrotado, também por 2-0, contra o Always Ready, na Bolívia.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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