Pandemia levou milhões de indianos a saírem das suas casas em busca de novas oportunidades

A Índia impôs o maior confinamento do mundo há pouco mais de um ano. Agora, as restrições quase desapareceram, mas o seu impacto perdura, e está estampado em inúmeras vidas. Milhões de pessoas tiveram de abandonar as suas cidades e ir em busca de novas oportunidades.

Numa altura em que o país está a passar por uma crise sem precedentes, foram muitos trabalhadores que deixaram as suas cidades, uma vez que os meios de subsistência se evaporaram, para procurar oportunidades em outros locais.

Segundo o The Washington Post, alguns deles rumaram a outras regiões do país, outros viram-se mesmo obrigados a abandonar a terra natal. Numa altura em que várias famílias estavam a passar fome e sobreviviam apenas com doações, esta foi a única alternativa.

As dificuldades dos trabalhadores migrantes são apenas parte de um desafio muito maior. A economia indiana está a passar pela sua pior contração anual registada no último ano financeiro.

As consequências do confinamento “não planeado serão sentidas durante um período mais longo, por alguns anos”, disse Rajendran Narayanan, economista da Universidade Azim Premji em Bangalore, ao jornal americano.

Em resposta aos problemas financeiros, os trabalhadores que migram em busca de empregos na Índia podem totalizar mais de 100 milhões, indicou o governo.

Numa altura em que estes se encontram com dificuldades para voltar a casa, as autoridades providenciaram comboios especiais para os ajudar e forneceram comida grátis para milhões de famílias indianas.

Com o aumento dos casos de coronavírus, o receio de um novo confinamento é cada vez mais iminente.

Essas preocupações são gritantes em lugares como Surat, um centro têxtil numa cidade com mais de 4 milhões de habitantes, perto do Mar da Arábia. Aqui, os trabalhadores migrantes chegam aos milhares para trabalhar em teares mecanizados barulhentos, produzindo tecidos e bordados.

Como milhões de outras pessoas, esforçam-se para encontrar uma forma de voltar para casa. Assim as pessoas caminham, pedalam, pediram boleia e percorreram longas distâncias por mar.

Ninguém sabe quantos trabalhadores migrantes morreram durante o êxodo, mas um banco de dados baseado em notícias sugere que pode chegar a 1.000 pessoas. Já o governo diz que não tem informações sobre os óbitos.

ZAP //

 

 

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