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Cientistas descobriram nova espécie de cobra mortal na China

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(dr) Dr Li Ding

A cobra Bungarus suzhenae

Cientistas descobriram uma cobra mortífera na China, que passou décadas a “mascarar-se” de uma espécie muito menos perigosa.

De acordo com o site Live Science, esta nova espécie pertence ao género Bungarus – cobras venenosas também chamadas “kraits” – e pode ser encontrada no sudoeste da China e no norte de Myanmar.

Anteriormente, tinha sido identificada como uma Bungarus multicinctus, mas diferenças morfológicas e genéticas foram suficientes para os cientistas perceberem que se tratava de uma outra espécie.

Os investigadores batizaram-na de Bungarus suzhenae, em homenagem a Bai Suzhen, uma deusa da religião popular chinesa que, antes de se transformar numa divindade, era um espírito de uma cobra.

Todas as espécies deste género são predominantemente brancas e pretas, mas os cientistas notaram que esta cobra tem um corpo mais longo e um número distinto de riscas. Outras diferenças subtis foram encontradas nos dentes, na coloração da parte inferior da cauda e no formato dos hemipénis.

Contudo, a principal razão que levou a equipa a notar que se tratava de uma nova espécie foi a sua picada. Embora a maioria destas cobras seja venenosa, nem todas são letais e a picada pode ser indolor e impercetível. Neste caso, a picada da B. suzhenae é particularmente dolorosa, deixa uma mancha escura à volta do local e pode mesmo ser mortal.

A equipa, responsável pelo estudo publicado a 18 de março na revista científica ZooKeys, espera que esta nova classificação permita às comunidades locais identificar a cobra mais facilmente (e assim evitar interações potencialmente fatais), bem como ajudar no desenvolvimento de um novo antiveneno para tratar as suas picadas.

É muito perigosa. Como estas kraits são altamente letais, entender a sua diversidade de espécies e a sua distribuição geográfica é crucial para salvar vidas”, afirmou ao mesmo site Gernot Vogel, investigador da Sociedade de Herpetologia do Sudeste Asiático na Alemanha e um dos autores do estudo.

  ZAP //

 

 

 

 

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