Viseu está orfã do projeto de Almeida Henriques. Movimento pede a Jorge Sobrado que avance

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Jorge Sobrado / Facebook

Ex-vereador da Cultura Jorge Sobrado

A morte de Almeida Henriques deixou Viseu “orfã”. Cerca de duas dezenas de personalidades subscreveram uma carta aberta pedindo ao ex-vereador da Cultura Jorge Sobrado que se envolva no debate autárquico.

Em declarações ao Público, Jorge Sobrado não se compromete, para já, com mais do que uma vontade. Já o redator do apelo, o ator e encenador Guilherme Gomes, não esconde que gostaria de ver o autarca, atualmente sem pelouros, como candidato ao município de Viseu.

Foi a “profunda incerteza” gerada pela morte do ex-presidente da Câmara, Almeida Henriques, que motivou a carta que apela à disponibilidade cívica do vereador não executivo para participar ativamente num projeto de desenvolvimento para o concelho.

A Carta da Primavera foi enviada à Lusa pelo seu redator e proponente e conta com mais 20 assinaturas. “A redação e divulgação da carta é o primeiro passo de uma iniciativa cívica que pretende criar espaço para o debate e encontro, uma ágora moderna para a Viseu futura”, justificou Guilherme Gomes, acrescentando que o objetivo é o envolvimento “de todos os que se revejam nos valores que a carta convoca”.

O encenador Ricardo Pais, os músicos Pedro Abrunhosa, Luís Clara Gomes e Samuel Úria, o programador cultural Nuno Leocádio, o diretor pedagógico do Conservatório de Música de Viseu, José Carlos Sousa, a ex-diretora do Museu Nacional Grão Vasco, Paula Cardoso, o chef de cozinha Diogo Rocha e vários empresários, entre outros nomes, assinam a carta.

Estes dizem ser “testemunhas do contributo que Jorge Sobrado deu para o rejuvenescimento de uma vontade local, plural e sem amarras” enquanto esteve ao lado de Almeida Henriques.

“Viseu tomou o rumo de uma cidade implicada. O projeto liderado por António Almeida Henriques foi, desde o princípio e por muitas vezes, esperançoso“, lê-se na missiva, que aponta os avanços registados em vários domínios.

Segundo os subscritores, “durante os últimos anos, os agentes locais puderam encontrar muitas vezes no município de Viseu interlocutores esclarecidos e curiosos, provocadores, sensíveis à novidade e ao desenvolvimento humano”.

E, por isso, consideram que os últimos anos “são um exemplo de inspiração e estímulo ao desenvolvimento de um conjunto de novos e importantes projetos e preparados atores que se vêm afirmando no contexto nacional nas mais diversas áreas”.

“Mas os últimos anos não são senão a fundação da Viseu futura”, alertam, apelando a que, a “uma reflexão profunda sobre a transformação da cidade nos últimos anos”, se junte “o apelo à disponibilidade de um dos seus mais relevantes atores e intérpretes“, Jorge Sobrado, que atualmente é vereador não executivo.

Este apelo é feito “na convicção de que é urgente o reencontro, o debate e o pensamento da cidade” e com a confiança “em que caminhos positivos e transformadores numa cidade em movimento não podem ser fechados agora”.

Desde que Almeida Henriques tomou posse, em 2013, Jorge Sobrado esteve ao seu lado, primeiro como adjunto e depois como vereador da Cultura, Património, Turismo e Marketing Territorial.

A 15 de fevereiro deste ano, Sobrado passou a vereador não executivo, depois de ter renunciado aos pelouros, por entender que tinha chegado o momento de fechar o seu ciclo de serviço ao município.

Jorge Sobrado teve a seu cargo a gestão da Feira de São Mateus e foi responsável pela programação de eventos como o festival literário Tinto no Branco e o Festival de Street Art e pelo lançamento de projetos como o VisitViseu.pt, o Museu de História da Cidade e o Polo Arqueológico de Viseu.

  ZAP // Lusa

1 Comment

  1. Pelo que sei, este senhor só promoveu iniciativas supérfluas, que a única coisa que trouxeram aos viseenses foi gasto de erário público em fantochadas… A última vez que lá estive, uma cadeira de rodas não conseguia passar em certos passeios por causa das árvores e nas passadeiras havia autênticos degraus e 5 segundos para atravessar. Se gastassem o dinheiro em projectos úteis em vez de andar a fazer eventos para os artistas fuminhos das pampas…

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