Morreu Ray Liotta, ator de “Goodfellas” e “Field of Dreams”

Etienne Laurent / EPA

O ator americano Ray Liotta

O ator americano Ray Liotta morreu aos 67 anos, durante o sono, na República Dominicana, onde estava a gravar um filme.

Ray Liotta, que desempenhou o papel de personagens intensas e memoráveis em “Goodfellas”, “Field of Dreams” entre outros, morreu na madrugada desta quinta feira, num hotel na República Dominicana, onde estava a gravar um filme, com 67 anos.

A sua publicista, Jennifer Allen, informou que o ator morreu durante o sono e que a causa ainda não era conhecida, segundo avança o The New York Times.

Liotta estava a gravar um novo filme, “Dangerous Waters”, de John Barr e era conhecido principalmente por ter interpretado Henry Hil, no filme “Goodfellas”, de Martin Scorsese.

Ray Liotta nasceu em Newark, em 1954, foi abandonado num orfanato e adotado aos seis meses. Depois de uma passagem pela televisão, com a personagem Joey Perrini, que considerava “o homem mais simpático do mundo“, na telenovela “Another World”, mudou-se para Los Angeles para tentar apostar no cinema.

O seu primeiro papel de relevo surgiu em 1986, na sua terra natal, Nova Jérsia, com os crimes cómicos “Something Wild”, de Jonathan Demme.

No filme, fazia do assustador e violento ex-namorado da personagem de Melanie Griffith, um ex-presidiário, tendo sido nomeado para um Globo de Ouro pela interpretação.

Também marcou o mundo do cinema com papéis mais leves, como foi o caso dos dois filmes que se seguiram: “Dominick and Eugene”, um drama de Robert M. Young de 1989, e “Field of Dreams”, a fantasia de basebol de Phil Alden Robinson, em que interpretava o fantasma do jogador lendário Shoeless Joe Jackson, também de 1989.

Em 1990, surgiu o papel que definiu a sua carreira: o de Henry Hill, uma figura da vida real, no famoso “Goodfellas”, o clássico da máfia.

Gravou ao lado de nomes icónicos do cinema como Robert De Niro, Joe Pesci — que ganhou um Óscar — e Lorraine Bracco.

Depois disso, ficou visto pela indústria como alguém que podia fazer de mafioso, criminoso e vilão, mesmo que não fosse o seu objetivo.

Não voltou a trabalhar com Scorsese, algo que parecia perturbá-lo em entrevistas, nomeadamente quando o realizador voltou a juntar De Niro e Pesci noutro filme de mafiosos, “Casino”, em 1995, e “The Irishman”, em 2019.

A carreira de Liotta ressurgiu mais recentemente, em filmes como “Marriage Story”, de Noah Baumbach, “No Sudden Move”, de Steven Soderbergh, bem como o filme Netflix com Adam Sandler, “Hubie Halloween”, de Steven Brill.

“Ray pode ser muito parado, quase como um gato”, comentou o realizador Howard Deutch ao The Times em 1992. “Ele é muito poderoso na sua quietude. Fica-se com a sensação de que ele é inflamável”.

  Alice Carqueja, ZAP //

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