“Abelha-mestra não tem pressa.” Montenegro tem tudo a postos para avançar, mas ainda é cedo

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ppdpsd / Flickr

O ex-líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro

O antigo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, ainda está a apalpar terreno e a medir o timing certo para anunciar a sua candidatura à liderança. As diretas estão marcadas para 28 de maio.

Luís Montenegro vai somando apoios, engrossando as tropas, mas sem pressa: após o Conselho Nacional desta segunda-feira, o ex-líder parlamentar tem tudo a postos para avançar com a sua candidatura à liderança, mas ainda não será esta semana que assume, oficialmente, a sua entrada na corrida.

Uma fonte que lhe é próxima adiantou ao Diário de Notícias que “está tudo a evoluir e com serenidade, mas ainda é cedo para anunciar publicamente que é candidato”. Isto porque, até à realização da eleição interna, marcada para 28 de maio, o período ainda é longo.

O ditado já dizia: “abelha-mestra não tem pressa e se tem pouco lhe presta”. Montenegro parece estar a lidar com todo o processo com a calma que lhe é pedida e dada pelo calendário laranja.

Além disso, as tropas montenegristas esperam para ver se há movimentações de outros candidatos, embora a expectativa seja cada vez mais que o antigo líder parlamentar venha a ser “candidato único“. Recorde-se que Montenegro já defrontou Rui Rio, nas diretas de 2020.

Ao DN, fontes do partido asseguraram que Miguel Poiares Maduro tem andado em contactos para uma eventual candidatura e que, se o antigo ministro adjunto de Passos Coelho avançar, é pouco provável que Paulo Rangel o faça.

Nas contas entra também o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, que já assumiu publicamente estar a ponderar uma candidatura.

Pedro Rodrigues não desfez o tabu no Conselho Nacional. “Não sou um político de bancada, no momento em que entender que sou o militante do PSD em melhores condições para liderar o partido e restaurar a confiança dos portugueses no PSD avançarei”, disse.

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tem sido muito pressionado a ir a jogo, mas há quem defenda que este não é o seu tempo. “A nível político podia ser entendido como um sinal muito negativo para o eleitorado de Lisboa. É uma tentação à qual não deverá ceder”, revelou uma fonte do social-democrata ao Nascer do SOL.

O PSD vai eleger o próximo líder a 28 de maio e realizar Congresso entre 1 e 3 de julho. A proposta foi aprovada por unanimidade na segunda-feira à noite, no Conselho Nacional do partido.

Na reunião, foi ainda introduzida nos regulamentos uma alteração à proposta inicial da direção, alargando o prazo de pagamento de quotas inicialmente previsto, de 29 de abril para 10 de maio.

  Liliana Malainho, ZAP //

2 Comments

  1. Este sr é mesmo um Monte negro, sem luz nem cor, é o rosto da ala radical do PSD. Nunca terá sucesso, pois o seu sorriso é “amarelo e manhoso”. É tudo, menos Democrata e Social. Representa todos os “tóxicos”, tipo “Andrés Desventuras”, que se infiltraram no PSD.
    Dr. Rangel, poderá ser a verdadeira salvação do PSD, capaz de manter a verdadeira identidade do PSD, adaptado à realidade atual.

  2. O país está necessitado de líderes com uma visão do futuro mais alongada para sairmos do marasmo em que estamos metidos, será bom que apareça alguém com essa preocupação, resta saber se será a pessoa certa ou se será mais um para cair no comodismo habitual dos nossos governantes!

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