Moções de censura contra Governo de Macron chumbadas

Yoan Valat / EPA

Emmanuel Macron, novo presidente da França

A Assembleia Nacional francesa chumbou, esta terça-feira, as duas moções de censura contra o Governo apresentadas na sequência do “caso Benalla”, que envolve o ex-chefe da segurança do Presidente Emmanuel Macron.

A primeira moção de censura a ser rejeitada foi a lançada pelos conservadores franceses e principal força da oposição, Os Republicanos, de centro-direita. Como era esperado, o partido de Emmanuel Macron, a República em Marcha (LREM) e que detém a maioria na câmara baixa do Parlamento francês, derrubou a moção de censura, a primeira do Executivo de Paris desde que tomou posse em junho de 2017.

Os 143 votos favoráveis da oposição conservadora, do movimento França Insubmissa (esquerda) e dos comunistas franceses não foram suficientes para alcançar a maioria absoluta necessária (289 deputados) e a passagem da moção de censura. Entre estes 143 votos favoráveis também figurou o voto da líder da União Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen, que manifestou apoio à moção dos conservadores.

A par desta moção lançada pela força política de centro-direita, a câmara baixa do Parlamento francês votou também hoje uma segunda moção de censura apresentada por três grupos parlamentares da esquerda francesa: socialistas, esquerda alternativa e comunistas. A moção de censura apresentada pela esquerda francesa, que tinha remotas possibilidades de passar, só conseguiu 74 votos favoráveis.

Os socialistas, um dos proponentes da segunda moção de censura, não apoiaram a iniciativa dos conservadores, que também optaram por não votar na proposta assinada pelo partido socialista francês.

Estas moções de censura surgem na sequência do escândalo que envolveu o ex-chefe da segurança do Presidente francês Alexandre Benalla. Em meados de julho, o Le Monde noticiou que o funcionário agrediu manifestantes durante protestos numa manifestação do Dia do Trabalhador, a 1 de maio, fazendo passar-se por um elemento das forças policiais. A justiça francesa abriu uma investigação e Benalla foi demitido pela Presidência e detido.

A 26 de julho, numa entrevista ao jornal francês, Benalla admitiu que “cometeu uma falha”, tendo denunciado nas mesmas declarações que houve uma “vontade de atingir” o Presidente francês. “Sinto que fiz uma grande asneira. Cometi uma falha (…) Eu nunca deveria ter ido a essa manifestação a não ser como observador, e deveria ter ficado atrás”.

// Lusa

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