“Estávamos a ter uma conversa normal e ele disse-me: ‘Bem, todas as mulheres são interesseiras, de qualquer maneira'”.
Para quem está fora do contexto, deixamos primeiro duas definições importantes, ambas relacionadas com este episódio.
O mais antigo é o Red Pill. É o nome dado a um movimento de homens que defendem uma “masculinidade dominante”. Está relacionado com o filme Matrix, quando o personagem principal Neo escolhe o comprimido vermelho (red pill) para ter consciência, sabedoria. Anos depois, começou a ser utilizado na internet por grupos de homens que criticam a igualdade de género e alegam e que as mulheres são aproveitadoras, controladoras e manipuladoras.
O fenómeno mais recente chama-se Adolescência e é uma mini-série da Netflix. Foca-se em temas como a alienação juvenil, o bullying e a influência de subculturas online nos adolescentes. Aborda a raiva masculina adolescente, ao descrever o caso de um adolescente de 13 anos acusado de homicídio, resume o The Wall Street Journal. Pode originar debates, até em escolas, sobre masculinidade tóxica, impacto das redes sociais e violência entre jovens.
Agora, a vida real.
A utilizadora The_Only_Barbie e publicou na semana passada um vídeo que já se tornou viral: uma mãe conta como avisou o seu filho que, lá em casa, não há Red Pill.
She “de-pilled” her red-pill son.
A lot of women need to start doing this. pic.twitter.com/9TNnnuKOtc— Bl💓ck Barbies (@The_Only_Barbie) March 23, 2025
A pergunta básica, salienta o Daily Dot, é: como é que a mãe percebeu que o seu filho estava a ser influenciado pelo movimento Red Pill?
A mãe responde: “Estávamos a ter uma conversa normal e ele disse-me: ‘Bem, todas as mulheres são interesseiras, de qualquer maneira'”. A mãe pediu-lhe para dizer o nome de uma mulher interesseira, mas o filho respondeu: “Só as mulheres, no geral” – mesmo que não conheça nenhuma, segundo o próprio adolescente.
A mãe reagiu: “Bem, não são apenas mulheres em geral, porque não conheces nenhuma delas… Não deverias acreditar nisso quando não tens qualquer prova disso. Literalmente, nunca passaste por isso em toda a tua vida”.
Foi aí que o filho admitiu que tinha ouvido aquela ideia num vídeo. Então, os dois foram ver o vídeo, mãe e filho.
– E quê, achas que estes homens têm ouro? – perguntou a mãe.
– Não é esse o ponto – respondeu o filho.
– Muitos homens que têm dinheiro não se importam de gastar dinheiro com as suas parceiras, as mulheres que amam, porque isso faz com que elas pareçam e se sintam bem. Os únicos homens que dizem estas coisas são homens que não têm dinheiro, mas ainda querem aquela mulher.
A mãe continuou a explicação: “Estes homens querem que ela baixe os padrões, mesmo que ele não possa proporcionar o estilo de vida que ela quer e espera. E depois ele zanga-se com ela por causa disso, por causa de dinheiro”.
E ainda: “Sabes muito bem que as mulheres não são interesseiras no geral. Porque, se fossem, ninguém estaria numa relação”.
A mesma mãe comentou depois com os seguidores que, na zona do Reino Unido onde vive, de pessoas com poucos rendimentos, espalhou-se a ideia de que as mulheres só se casam com alguém de “estatuto mais elevado”. E acreditam que o feminismo “arruinou a sociedade, dando às mulheres demasiado poder sobre os homens”.
“Acreditam que a masculinidade tradicional está sob ataque, que os homens têm de reivindicar o domínio, que o jogo do namoro é manipulado e que os homens devem usar a manipulação para ter sucesso”, revelou.
O vídeo já tem mais de 6,5 milhões de visualizações no X. Entre os comentários, destaca-se logo a introdução: “Ela fez uma “de-pilled” ao filho que era red-pill. Muitas mulheres precisam de começar a fazer isto”.
Já não se pode dizer verdades.
Nitidamente uma mãe castradora.
Perante um comentário do filho (talvez devido a algum desgosto) a mãe em vez de lhe explicar que nem todas as mulheres são assim, partiu para um discurso agressivo e autoritário.
Perante este exemplo, o rapaz deve ter ficado ainda mais convicto.
“Estes homens querem que ela baixe os padrões, mesmo que ele não possa proporcionar o estilo de vida que ela quer e espera.”
Se realmente querem igualdade, as mulheres que não esperem que os homens proporcionem seja que estilo de vida for! Que trabalhem e o paguem a si próprias! Quantas mulheres estarão interessadas em casar com um homem que não pretenda trabalhar e ainda assim espere que a mulher lhe proporcione determinado estilo de vida?
Ela deu razão ao filho com a sua porcaria de argumentação.
Red Pill o movimento dos rebarbados! Já eram patéticos, agora com esta nova conspiração passam a palhaços totais. Mais mulheres sobram para os homens normais com dois dedos de testa, continuem assim com essa cabeça cheia de esterco….
Rapaziada quantos mais gays trans e grunhos acefalos como este rapazinho e os comentadores acima, melhor!!! Mais sobra…..
Sorry zé na te vi.