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Quanto mais longo o bocejo, maior é o cérebro

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De acordo com um estudo que analisou mais de cem espécies de mamíferos e pássaros, os vertebrados com cérebros maiores bocejam durante mais tempo.

Bocejamos cerca de 5 a 10 vezes por dia e, de acordo com uma recente investigação, a duração desse fenómeno parece estar relacionada com o tamanho e número de neurónios no cérebro. Isto significa que a crença popular de que o bocejo serve para oxigenar o sangue está errada.

O Phys relata que as novas descobertas mostram que, afinal, o bocejo arrefece o cérebro.

“Através da inalação simultânea de ar frio e do alongamento dos músculos à volta das cavidades orais, o bocejo aumenta o fluxo de sangue mais frio para o cérebro e, portanto, tem uma função termorreguladora”, explicou o investigador Andrew Gallup, da State University of New York Polytechnic Institute (U.S.).

Vários estudos mostraram que a temperatura cerebral cai rapidamente após o bocejo e que a temperatura ambiente determina a frequência com que o fenómeno ocorre.

Além disso, como “cérebros maiores têm maiores necessidades termolíticas“, estas criaturas precisam de bocejos mais longos para atingir o efeito de arrefecimento. Esta foi a conclusão da equipa, que conduziu o “maior estudo sobre bocejos já realizado” e publicou as descobertas no dia 6 de maio na Communications Biology.

Os cientistas analisaram mais de cem espécies de mamíferos e pássaros, de forma a apurar o quão universal é, afinal, esta teoria. “E especialmente se se aplica às aves”, acrescentou o coautor do estudo, Jorg Massen.

No total, a equipa observou 1.291 bocejos: 622 de mamíferos e 669 de pássaros. Foram analisados 697 animais individuais de 101 espécies distintas.

Independente do tamanho do corpo, concluíram, a duração do bocejo entre as espécies aumenta com o tamanho e o número de neurónios no cérebro.

Além disso, os mamíferos parecem bocejar mais do que os pássaros, um facto que pode ser explicado pela temperatura interna mais elevada do corpo das aves.

  Liliana Malainho, ZAP //

1 Comment

  1. Logo, como raramente bocejo, devo ser muito estúpido. O curioso é quando bocejo, apesar do prazer, sinto-me mesmo estúpido…

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