José Sena Goulão / Lusa

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
Decisão não é nova e foi tomada “temporariamente, por alguns dias”, mas a decisão segue a conduta de outras embaixadas europeias e dos EUA, que indicaram uma “ameaça de um ataque aéreo significativo”.
“Há um encerramento, mas um encerramento temporário”, afirmou Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas em São Paulo, à margem de uma visita com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, à Casa de Portugal, conta a Lusa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou que “não se pode criar a ideia” de que Portugal está a retirar as pessoas de Kiev, salientando que estes encerramentos temporários aconteceram “dezenas, se não centenas de vezes” ao longo dos mil dias da guerra na Ucrânia.
Ainda assim, a decisão ocorre num momento em que várias embaixadas europeias e a norte-americana estão a encerrar as embaixadas, num período de escalada de tensão no conflito russo-ucraniano.
De acordo com a Reuters, uma fonte governamental norte-americana afirmou que o encerramento da embaixada estava “relacionado com as atuais ameaças de ataques aéreos”.
As embaixadas de Itália, Grécia e Espanha informaram que também tinham fechado as portas por razões de segurança. A embaixada francesa manteve-se aberta, mas exortou os seus cidadãos a serem cautelosos.
Esta terça-feira, a Ucrânia utilizou mísseis ATACMS dos EUA para atacar um depósito de armas no interior da Rússia, fazendo uso da autorização recentemente concedida pela administração de Joe Biden, no milésimo dia de guerra.
Hoje, “está a ser difundida uma mensagem através de mensageiros e redes sociais sobre a ameaça de um ataque ‘particularmente maciço’ de mísseis e bombas contra cidades ucranianas hoje”, afirmou a agência de espionagem ucraniana GUR num comunicado a que a Reuters teve acesso.