Jornalistas estrangeiros denunciam “declínio da liberdade” na China

A China utilizou as medidas para controlar o coronavírus, a intimidação e restrições de visto para limitar a cobertura jornalística estrangeira em 2020, dando início a um “rápido declínio da liberdade na media”, denunciou o Foreign Correspondents’ Club of China (FCCC).

Segundo noticiou esta segunda-feira a agência Reuters, o relatório anual do FCCC revelou que este é terceiro ano consecutivo em que os jornalistas indicam não ter havido melhorias nas condições de trabalho.

“Todos os braços do poder estatal – incluindo os sistemas de vigilância introduzidos para conter o coronavírus – foram usados ​​para assediar e intimidar jornalistas [estrangeiros], os seus colegas chineses e as pessoas” que estes tentaram entrevistar, indica o relatório.

De acordo com o documento, as autoridades usaram as medidas de saúde pública para negar aos jornalistas o acesso a áreas sensíveis, ameaçando-os com quarentena forçada. Foram também levantadas restrições de visto.

Pelo menos 13 correspondentes receberam credenciais de imprensa válidas por seis meses ou menos, disse a FCCC. Normalmente, os repórteres estrangeiros destacados na China recebem vistos de um ano, renováveis por iguais períodos. Os jornalistas terão também sido usados ​​como “peões” nas disputas diplomáticas do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Externas chinês, Wang Wenbin, referiu que as alegações são “infundadas”. “Sempre recebemos a media e os jornalistas de todos os países para cobrir notícias na China de acordo com a lei”, disse, indicando que o país se opõe ao “preconceito ideológico” e às “notícias falsas em nome da liberdade de imprensa”.

A China expulsou mais de uma dezena de jornalistas estrangeiros de organizações de media norte-americanas em 2020. Washington também reduziu o número de jornalistas autorizados a trabalhar nos Estados Unidos (EUA) em quatro órgãos de comunicação estatais chineses.

Em setembro, a Austrália ajudou dois dos seus correspondentes estrangeiros a deixar a China, após serem questionados pelo Ministério de Segurança do Estado do país.

Em 2020, as autoridades chinesas detiveram Cheng Lei, um cidadão australiano que trabalhava para a media estatal chinesa, e Haze Fan, um cidadão chinês que trabalhava para a Bloomberg News, por suspeita de colocarem em risco a segurança nacional. Ambos permanecem detidos.

  Taísa Pagno //

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