Inflação já pesa (e muito) nas prendas de Natal. Portugueses compram menos e mais barato

No que respeita a comparações com o ano passado, 42% dos participantes do estudo esclareceram que vão gastar um valor menor.

Com o aumento da inflação e, consequentemente, do custo de vida, os portugueses já estão a cortar no orçamento das compras de Natal. A conclusão consta de um estudo realizado pelo IPAM Porto, intitulado Compras de Natal 2022, onde fica patente que a escolhas dos consumidores estão a recair cada vez mais sobre produtos de caráter utilitário — onde não se incluem, por exemplo, brinquedos e roupas para crianças.

Outra constatação que parece surpreender é o facto de 32% dos inquiridos dizerem que vão efetuar cortes em produtos alimentares. Ainda assim, e apesar da diminuição geral de 5% no valor das compras, há classes sociais onde este varia, como é o caso dos estratos sociais mais baixos, onde o valor médio de compra é 26,5% inferior ao do ano 2021 (150 euros em 2022; 190 euros em 2021).

De acordo com o mesmo documento, os portugueses têm previsto gastar, em média, 377 euros em compras de Natal, um valor que já ilustra uma diminuição de 5,2% face ao ano anterior (398 euros). O ano de 2021 foi, ainda assim, o segundo com o valor mais elevado desde o início do estudo, em 2009, com os valores deste ano a remeterem para os de 2017.

No que respeita a comparações com o ano passado, 42% dos participantes do estudo esclareceram que vão gastar um valor menor, ao passo que 38% refere um valor idêntico e 20% arriscam-se a dizer que pretendem gastar mais. Para a média de 377 euros, contribuiu uma classe mais elevada que antecipou um gasto de 610 e, no extremo oposto, a classe mais baixa, com 150 euros.

Entre os indivíduos que afirmaram gastar menos, os cortes serão feitos sobretudo nas compras de ornamentações (84%) e em presentes para amigos e familiares adultos (80%). Já 32% dos inquiridos especificaram que vão fazer cortes nas compras de produtos alimentares específicos para a quadra. Há ainda quem reconheça que o valor a mais que pretende gastar se deve ao aumento do preço generalizado dos produtos.

Relativamente ao subsídio de Natal, dos 78% dos inquiridos que dizem recebê-lo, 2,1% nega que este valor venha a ser utilizado para compras de Natal. Curiosamente, a mesma percentagem que diz que o subsídio será gasto, na totalidade, em compras. Há ainda 25,1% dos inquiridos que afirmam que não vão comprar presentes de Natal. Destaque ainda para a preferência pelas compras de Natal.

  ZAP //

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