Há duas estirpes de gripe desaparecidas. Foram vítimas da pandemia

ZAP // Alchetron; Andrea Piacquadio / Pexels

A estirpe H3N2 do Influenza A é uma das que poderá ter sido erradicada

Os virologistas acreditam que a crise pandémica causada pela covid-19 ajudou a erradicar duas estirpes de gripe. As medidas de segurança adotadas, como usar  máscara e manter distância social, foram as principais culpadas.

De acordo com o Gizmodo, há mais de um ano que os virologistas não conseguem detetar duas das estirpes mais comuns do vírus da gripe. As estirpes que se encontram desaparecidas são as linhagens Yamagata do influenza B e H3N2 do influenza A.

O desaparecimento das duas estirpes enquadra-se numa tendência geral de queda dramática dos casos de gripe durante a pandemia. Muitos investigadores atribuem esta tendência ao aumento do uso de máscaras, ao distanciamento social e às quarentenas como as principais razões para estas estirpes terem “adormecido”.

No entanto, há um problema. Apesar de os cientistas detetarem estas estirpes desde março de 2020, admitem que elas ainda podem existir.

“Só porque ninguém as viu, não significa que tenham desaparecido totalmente, certo? Mas pode ter acontecido”, diz à STAT News Florian Krammer, virologista na Mount Sinai School of Medicine, em Nova Iorque.

Mesmo que as estirpes estejam extintas, o seu desaparecimento ajuda bastante os cientistas a criar novas vacinas para a gripe. Todos os anos, os investigadores têm a tarefa de, com meses de antecedência, fazer o que são, na prática, suposições fundamentadas sobre quais são as estirpes de gripe que são um problema, explica a NPR.

Com as duas estirpes mais comuns fora da equação, torna-se mais fácil aos investigadores focarem-se na produção de vacinas.

Uma coisa é certa, existem boas razões para continuar a usar máscaras mesmo quando a pandemia acabar — especialmente quando tantas evidências mostram a sua eficácia no que diz respeito a espalhar vírus como os da gripe.

Tifany Santos //

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8 COMENTÁRIOS

  1. Não, obrigado. Não quero viver de máscara no focinho e não é nada bom para a saúde. Os níveis de oxigenação são muito abaixo do limiar mínimo, como vários testes, não reportados pelos media, confirmam. Prefiro a gripe anual e adquirir anticorpos todos os anos. Nós evoluímos rodeados de vírus. Qualquer dia ocorrem mortes em massa com um simples vírus influenza.

    • Inventar “coisas” não é dignificante. Levamos mais de um ano com a máscara no focinho e nunca deu provas de os níveis de oxigenação tenham sido abaixo do limiar mínimo. Se fossem abaixo do mínimo toda a população estaria afectada com problemas graves de saúde. Francamente….

      Contudo, é obvio que não temos de viver o resto da nossa vida com a máscara. Tenham paciência até controlar a pandemia.

  2. Mas afinal são as máscaras ou o alcool gel ou os detergentes desinfetantes ou as desinfeções UV ou o constante lavar de mãos ou o aumento da limpeza geral ou o afastamento das pessoas por estarem num regime de quase “prisão domiciliária” e afastamento físico dos outros? Eles deram pelo vírus desaparecer mas não sabem ao certo o que é que o fez desaparecer. As máscaras podem nem ter nada a ver com isso (que é o mais provável).

    Está provado que os benefícios das máscaras usadas por 99% das pessoas são claramente inferiores aos benefícios (só máscaras profissionais que custam para cima de 100 euros cada funcionam melhor). Na realidade as máscaras só servem de “barreiras” a passagem do ar e tudo o que lá estiver (incluindo o oxigénio) fazendo com que o rendimento intelectual e físico das pessoas seja reduzido entre 25% a 35%. O próprio COVID-19 só consegue infetar alguém que esteve a conversar 10 ou mais minutos a menos de 1 metro de outra pessoa sem máscara (caso contrário a quantidade de vírus que passa pelas gotículas é demasiado pequena para conseguir infetar).

    O afastamento também não é solução pois já causou mais mortos do que aqueles que até agora sucumbiram ao Covid 19 (ninguém diz que as taxas de suicídio subiram entre 500% a 1500% dependendo das regiões – houve entre 5 a 15 vezes mais mortes por suícidio do que antes da pandemia). E ninguém fala do enorme problema do isolamento, da falta de exercídio (em especial dos mais velhos), do aumento de peso de quase 80% da população e da morte de mais do dobro das pessoas que morreram de COVID-19 por terem receio de ir a um Hospital ou a um centro de saúde.

    Talvez o melhoramento dos hábitos de limpeza geral, incluindo melhores produtos de limpeza e desinfeção, e um maior hábito de lavagem de mãos seja eficiente trazendo menos problemas (há milhões de pessoas com a pele das mãos a morrer “descada” de seca por causa dos desinfectantes que matam os vírus e as células de pele). O problema das mãos evita-se utilizando logo a seguir ao desinfetante um bom creme de hidratação e tratamento de mãos (que custa quase 10 vezes o que custa o desinfetante e por isso a maioria das pessoas não usa).

  3. Bem……… sou dotado de um órgão no meu rosto, chamado nariz, mas enfim por os vistos alguns são dotados de focinhos. Quanto ao uso de mascaras em situações bem definidas como medida preventiva a contratação viral é de utilidade incontestável. Que dizer dos profissionais de Saúde todos sectores de actividade incluídos, que as usam varias horas seguidas por Dia. Sofrem todos de hipóxia ?……. Que tal os Srs J R e David Santos em caso de necessidade de serem operados, o sejam por Cirurgiões sem esses equipamentos ?…… aceitariam ?…..Um pouco de bom senso é o que falta a muitos !… Tem o inteiro direito de se infectarem como quiserem, mas não de infectar terceiros, é simples como bom Dia !

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