Tal como os humanos, os gorilas também fazem batota

Gorilas de um jardim zoológico no Reino Unido demonstraram uma característica distintamente humana ao tentar resolver um quebra-cabeças: fazer batota.

Os gorilas tinha que fazer um quebra-cabeças, que exigia que guiassem um amendoim através de uma série de obstáculos. O dispositivo tinha vários buracos por onde os animais podiam empurrar o amendoim que, chegando à parte inferior, poderia ser libertado.

Alguns gorilas, no entanto, descobriram uma maneira mais fácil de recuperá-lo. “Vimos vários comportamentos de batota. Os gorilas colocavam os lábios no dispositivo e, através de sucção, retiravam o amendoim. Isto mostra que  são capazes de criar novas estratégias de solução para aceder a comida”, disse Fay Clark, do jardim zoológico de Bristol.

“Os gorilas têm algumas habilidades fascinantes para resolver problemas que provavelmente nunca testemunharam antes”, acrescentou.

Além disso, os gorilas da planície ocidental ameaçados de extinção mostraram que gostam bastante do jogo, uma vez que voltavam a jogar, mesmo quando não havia mais amendoins para ganhar.

Especialistas da Universidade de Bristol e Bristol Zoological Society desenvolveu o “Gorilla Jogo Lab” para incentivar habilidades cognitivas e resolver quebra-cabeças. O protótipo tinha que ser forte o suficiente para resistir a um gorila frustrado, que pode ser sete vezes mais forte que os humanos. Também tinha que ser envolvente o suficiente para mantê-los a voltar para mais.

Cada um dos módulos do jogo é removível, para que se possa retirar os módulos, redesenhá-los e colocar módulos adicionais ou alterar a estrutura. Por isso, cria-se um fluxo interminável de novos quebra-cabeças para resolverem, explicou Stuart Gray, da Universidade de Bristol.

Embora o principal objetivo do projeto é criar um “estado psicológico positivo de prazer e satisfação nos gorilas”, os investigadores estão já a estudar novos modelos mais avançados que poderão ajudar a entender melhor as condições físicas e mentais dos animais.

ZAP // Reuters / RT

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