Glaciar em Machu Picchu recuou 62 metros devido ao aquecimento global

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O glaciar de Machu Picchu

O glaciar de Machu Picchu

O glaciar Incachiriasca da cordilheira Vilcabamba, na região peruana de Cuzco, recuou 62 metros nos últimos oito anos devido ao aquecimento global, disse hoje o diretor do Santuário Histórico de Machu Picchu, José Nieto, à Efe.

Este glacial registou em 2007, ano em que começou o seu controlo, uma área total de 650 mil metros quadrados.

José Nieto explicou que o principal efeito da diminuição da massa de gelo de Incachiriasca, que está dentro da jurisdição do Santuario Histórico Machu Picchu, vai ser a redução da água disponível.

O recuo do glaciar vai afetar a agricultura e a produção de energia”, detalhou Nieto.

Com estes resultados, a direção do Santuário de Machu Picchu decidiu intensificar as ações de controlo do glaciar, em particular durante as mudanças de estação.

Os complexos arqueológicos radicados em Machu Picchu, segundo o diretor do Santuário, não vão ser afetados, uma vez que se encontram situados em zonas estratégicas que permitem a sua proteção.

“Para reduzir o impacto das alterações climáticas, o governo está a trabalhar na recuperação de ecossistemas, através da reflorestação e conservação de áreas naturais que representam 17% do território peruano”, acrescentou Nieto.

O controlo do glaciar Incachiriasca faz parte do trabalho realizado pelo Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp) nos Andes peruanos para detetar a evolução e o retrocesso dos seus glaciares, por causa do aquecimento global.

/Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Mas afinal o que é que os cientistas, ou aqueles que assim se intitulam querem, que o degelo pare? Não estamos a evoluir depois da idade do gelo? Já se perguntaram, ou já mediram a temperatura do solo para ver se este aumento da temperatura é externa ou interna. Gastam tanto dinheiro em fenómenos naturais e não se preocupam com o ser humano? Porque não dizimar as raças que nada contribuem para o bem estar do planeta.

    • Valdemar, a resposta vem tarde, mas no ponto.
      O seu comentário não contribui em nada para o problema, para os debates em curso, ou para o bem estar das pessoas, da fauna, flora e meio ambiente.
      Em vez de perguntar-se se devemos gastar dinheiro, pergunte-se se estamos a gastar eficiente para manter o planeta habitável para todos, e não é só nós humanos, porque sem as outras espécie, nós não vamos sobreviver. Podia dar mais argumentos como deixar legado positivo e algo para as futuras gerações admirarem, mas como somos todos egoístas, pelo menos que pensemos na nossa própria sobrevivência.

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