George Floyd. Portugal junta-se às manifestações mundiais contra o racismo

Cristobal Herrera / EPA

Cinco cidades portuguesas juntam-se hoje à campanha de solidariedade mundial contra o racismo, associando-se à luta pela dignidade humana na sequência da morte, a 25 de maio, do afro-americano George Floyd, sob custódia da polícia dos Estados Unidos.

As iniciativas vão decorrer em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Viseu no quadro da ação mundial “Black Lives Mater”.

Os organizadores visam protestar contra a morte de Floyd em Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota (Estados Unidos), depois de ter sido pressionado no pescoço pelo joelho de um polícia, com a ajuda de outros agentes ajoelhados nas suas costas.

Os protestos em Portugal visam também repudiar a designação pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dos movimentos antifascistas como grupos terroristas.

A campanha mundial de solidariedade prossegue também noutros países com idênticos objetivos, nomeadamente em Londres, Varsóvia, Paris, Melbourne, Tunes, além de Washington e outras cidades dos Estados Unidos.

A morte de Floyd, que contava 46 anos, aconteceu depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de a vítima dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Mais de 10.000 pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em segundo grau e de homicídio involuntário. Os três outros agentes foram, entretanto, acusados por cumplicidade. O julgamento começa segunda-feira.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

// Lusa

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10 COMENTÁRIOS

  1. “Os protestos em Portugal visam também repudiar a designação pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dos movimentos antifascistas como grupos terroristas.”

    Boa protestos pro-terrorismo em Portugal. Estamos num bom caminho…

        • Se nos referirmos àquelas destruições e saques, estaremos falando de crimes de vandalismo. Se nos referirmos a atentados, normalmente à bomba, que provocam vítimas civis indiscriminadamente, estaremos a falar de terrorismo. Finalmente, se nos referirmos a pessoas que se opõem e lutam contra regimes fascistas, estaremos a falar de antifascismo. Parece que alguém, talvez propositadamente, tem interesse em confundir as coisas. Mas táticas dessas só resultam se houver quem se deixe confundir, não é verdade?

          • Se você acha que a definição terrorismo se baseia em “atentados à bomba” não faz a minima ideia do do que é os antifa ou a definição da palavra terrorismo que como você diz “destruições e saques” você pensa que provoca o que nas pessoas que o sofreram? E segundo o Sr George Floyd foi morto na america pela policia americana, vocês é que estão a tomar as dores de outros que nem sabem onde é o nosso país. Muito são os portugueses solidários com causas exteriores e depois andam a espalhar o covid em festas e praias.

            • Se quando diz “vocês” está a tentar incluir-me, está muito, mas mesmo muito, enganado.
              Quanto ao termo terrorismo, digo-lhe que não existe um consenso quanto à sua definição mas não há muitas dúvidas quanto ao objetivo principal dos atos de terrorismo: difundir o medo entre a(s) população(ões). O objetivo dos saques e pilhagens, sejam estes nos EUA, sejam outros noutros locais, é a apropriação de bens alheios por meios violentos e destrutivos da propriedade pública e/ou privada.

            • Não tinha percebido que o seu país são os EUA. Deixe-me dizer-lhe que o meu interesse pelo que se passa no seu país é muito reduzido. Há uma explicação óbvia para isso: eu não vivo aí. Já a política externa norte-americana é algo que afeta o resto do mundo, umas vezes de forma positiva, outras vezes, demasiadas até, de forma muitíssimo negativa. Afinal, trata-se de um país que está permanentemente em guerra em qualquer parte do mundo. Não sei como pode dizer que “nós” não sabemos onde fica a América quando o que costuma acontecer é exatamente o contrário. Afinal, não foram os americanos que descobriram o mundo.

      • Segundo o Churchill, o Comunismo e o Fascismo são como o polo norte e o polo sul e se acordasse amanhã num desses polos voce não saberia em qual estava.

        Outra fase que não é de Churchill, mas é atribuida a ele é que os próximos fascistas vão chamar-se de Antifascistas, ou seja comunistas.

  2. Eu concordo com isso. Penso que a única grande diferença entre os dois regimes totalitários reside na conceção da propriedade que num permanece privada, embora sujeita ao interesse do Estado, noutro é coletiva, isto é, pertencente ao Estado. Esta discussão não tem a ver com isso mas tão somente com as definições de terrorismo e antifascismo. Já têm andado juntas, como foram os casos das Brigate Rosse, Baader-Meinhof, FP 25 e outros, mas não é o que se tem visto nos EUA.

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