O Facebook da Iniciativa Liberal apoiava Costa e isso levou à demissão do Presidente

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O presidente da Iniciativa Liberal, Miguel Ferreira da Silva, demitiu-se nesta quinta-feira da liderança do partido na sequência de uma polémica associada à página do Facebook do partido que tinha sido criada, originalmente, para apoiar António Costa. 

Miguel Ferreira da Silva defendeu que a página do partido deveria ser eliminada por, no passado, ter sido uma página de apoio a António Costa, mas a maioria do partido não concordava, tendo este desacordo levado ao seu pedido de demissão.

“Obviamente demito-me. Liberdade implica responsabilidade”, justifica Miguel Ferreira na sua página pessoal no Facebook, na qual esclareceu que “por maioria” a Comissão Executiva da Iniciativa Liberal deliberou tomar uma posição sobre a origem da página.

Diz ainda que, por não se rever nessa posição, manifestou “convicta e profundamente e profundamente que, sendo a Iniciativa Liberal uma plataforma de cidadania ativa (…) deveria assumir todas as responsabilidades (…) por uma maior liberdade política”.

“Sou a favor do fim da página. (…) Acreditando que não é possível apontar o caminho sem estar disponível a percorrê-lo, apresentei a minha demissão, por não me rever na posição aprovada pela direção do partido”, reiterou.

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10160774725175026&id=751750025

Em declarações à Renascença, o partido disse ter conhecimento da origem da página, reconhecendo que esta “foi estabelecida a partir de uma outra existente, resultante de uma iniciativa cívica de apoio individual a António Costa a secretário-geral do PS, em agosto de 2014” por um dos fundadores do movimento que na altura se identificava com o atual primeiro-ministro.

Contudo, o partido manifestou total independência, garantiu Rodrigo Saraiva, secretário-geral do partido, esclarecendo ainda que a ligação desse militante com Costa terminou por “divergências profundas” pela “forma como chegou ao poder”.

A rádio recorda que, apesar de todos os seguidores da página serem notificados quando esta altera o seu nome, isto não terá impedido o partido de “herdar” alguns dos cerca de quatro mil seguidores da página original. Não foi possível apurar se a página perdeu seguidores durante essa transição.

Histórico da página

Até maio de 2015, a página do recém-criado partido era uma página independente de apoio ao atual primeiro-ministro – na altura líder do Partido Socialista e futuro candidato às eleições legislativas – e intitulava-se “António Costa 2015 – Capacitar Portugal”.

A “origem” da página é pública e pode ser consultada por qualquer pessoa que acesse ao Facebook do partido. Na zona de “Informação e Anúncio” é possível verificar que, desde que foi criada, a página mudou três vezes de nome.

A primeira designação era “António Costa 2015 – Capacitar Portugal”, tendo mudado pela primeira vez para “Capacitar Portugal”. Já no início de 2016, passou a chamar-se de “Liberal Portugal”. Por fim, a 26 de setembro de 2016, passou para a formulação ainda hoje utilizada: “Iniciativa Liberal”.

A Iniciativa Liberal é o mais recente partido político formado em Portugal. Defende a liberalização quer da economia, quer dos costumes sociais. O partido reforça os valores liberais essenciais para o progresso de Portugal, defendendo mais liberdade política, social e económica.

Na semana passada, a organização política acusou Santana – que anunciou recentemente a criação do seu novo partido chamado Aliança – de copiar as suas ideias e programas.

  ZAP //

2 Comments

  1. mais do mesmo…. a porca tem muitas tetas…e os bacoros mesmo sendo muitos, podem mamar à vez…..todos sobrevivem pois o leite é farto… so que uns crescem mais que outros comforme o tempo que consegem ficar agarrados a teta sem serem empurrados pelo que esta a espera guloso e sequioso.
    as vezes ate sobra leitinho para servir a mesa do palacio imperial!!!! ha sempre os baroes que preferem beber o leite em taças folheadas

  2. É com muita pena que vejo o desmembramento da Iniciativa Liberal, com cujo programa me identificava. https://iniciativaliberal.pt/en/
    De qualquer modo, se um grupo de pessoas não consegue chegar a acordo sobre uma insignificância, como fechar ou não uma página de Facebook, então a coesão não seria suficiente para prosseguir um projecto político.

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