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Estratégia para abrandar envelhecimento pode estar escondida nos golfinhos

Uma equipa de investigadores está a estudar o envelhecimento em golfinhos da marinha norte-americana para tentar aprender estratégias para aplicar em humanos.

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Como os golfinhos envelhecem de maneira semelhante aos humanos, uma equipa de investigadores está a estudar os golfinhos da marinha norte-americana para encontrar novas estratégias para abrandar o envelhecimento. Os resultados da investigação foram publicados esta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Embora há muito se acredite que algumas pessoas envelhecem mais rápido do que outras, é difícil provar que as pessoas realmente envelhecem a ritmos diferentes”, disse a autora principal do estudo, Stephanie Venn-Watson ao Inverse.

Foram recolhidas amostras ao longo de 25 anos para identificar marcadores que são relevantes para a saúde humana. Os autores do estudo concluíram que, nos golfinhos, há quatro características principais que demonstram como é que o envelhecimento se espelha no sangue: hemoglobina, linfócitos, plaquetas e fosfatase alcalina.

“Com base nestes índices, fomos capazes de confirmar a presença de golfinhos de envelhecimento lento e acelerado”, constatou Venn-Watson.

Por exemplo, a hemoglobina e os linfócitos diminuem com a idade. Juntos, isso coloca os golfinhos mais velhos (e as pessoas) em maior risco de anemia e infeções graves. Os golfinhos que envelhecem mais rapidamente correm um risco ainda maior.

O processo de envelhecimento é influenciado por fatores ambientais e de estilo de vida, tanto em golfinhos como em humanos. Medicação crónica e status socioeconómico são dois outros fatores relevantes no envelhecimento humano.

“É importante realçar que poderíamos diferenciar claramente os golfinhos de envelhecimento lento e acelerado, apesar do facto de que todos os golfinhos na população compartilhavam a mesma dieta, cuidados de saúde e ambiente oceânico”, disse Venn-Watson.

A descoberta “sustenta que os principais fatores não-ambientais da taxa de envelhecimento podem ser identificados e, portanto, podem ser direcionados para retardar o próprio envelhecimento”, explicou ainda a investigadora.

Os golfinhos são um modelo particularmente útil para estudar o envelhecimento humano porque podem ser afetados por condições relacionadas com o envelhecimento, como colesterol alto, inflamação crónica e até mesmo doença de Alzheimer.

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“Estas semelhanças sustentam que golfinhos e humanos compartilham mecanismos semelhantes relacionados com o envelhecimento”, acrescentou Venn-Watson.

  ZAP //

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