Face a regras “impraticáveis”, há discotecas e bares a fecharem este mês

Algumas discotecas e bares vão fechar durante este mês devido ao novo conjunto de regras que consideram ser “inacreditável”, “impensável” e “impraticável”.

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Os especialistas sugerem que seja obrigatório um teste covid-19 para entrar em bares e discotecas, mesmo para quem está vacinado. Nem empresários nem clientes parecem estar a ver com bons olhos as novas regras para os estabelecimentos noturnos.

A própria Associação de Discotecas Nacional (ADN) fez um balanço negativo dos primeiros dias com as regras que estão implementadas desde dia 1 de dezembro.

“De uma forma geral o balanço é negativo. Basicamente o Governo não teve em conta a situação da testagem quando aplicou esta medida de obrigatoriedade de testes para entrar em bares e discotecas e ao nível de eventos”, disse o presidente da ADN, José Gouveia, em declarações à Lusa.

bares e discotecas que vão optar por fechar as portas durante este mês, de forma a evitar mais prejuízos, revela ao Jornal de Notícias a Associação Nacional de Discotecas.

José Gouveia lembrou que dezembro era, habitualmente, um mês em que se fazia “perto de 30% da faturação do ano”, mas nos últimos dias houve quebras no setor “de 30% a 40%” – houve alguns casos em que estes espaços “trabalharam relativamente bem”, mas longe de outros tempos.

“Os espaços estão abertos, mas a grande maioria não tem clientes, e muitos já decidiram fechar em dezembro. Para abrir para quatro pessoas, preferem encerrar”, disse o presidente da ADN. “O Governo não antecipou as dificuldades que ia ter com a medida que tomou, e isso é que é inacreditável”, critica José Gouveia.

“Isto é impensável, não dá para nada, e mais vale fechar mais cedo do que estar a gastar mais luz e água”, disse o dono do Café Lusitano, no Porto, que estava a “10% da capacidade”.

Apesar do feriado na passada quarta-feira, Mário Carvalho só registou a entrada de oito pessoas. O empresário disse ao JN que “o negócio já está em risco há muito tempo” e que “a única coisa que o mantém são financiamentos bancários”.

“Vai ser muito mau. Estivemos fechados, e estávamos agora a tentar levantar voo. Mas estamos neste impasse: os clientes não aparecem; não há testes à venda e não há quem os faça”, queixa-se também Carlos Machado, dono da discoteca Griffon’s.

Embora o uso de máscara tenha sido inicialmente descartado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou, este domingo, a utilização de máscara em bares e discotecas sempre que possível, ainda que o seu uso só seja obrigatório para os trabalhadores destes espaços.

A DGS “recomenda a utilização de máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica na comunidade, em todos os espaços interiores, sempre que possível (designadamente, no caso concreto, quando os respetivos utilizadores não se encontrem a dançar ou a beber)”.

  Daniel Costa, ZAP //

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