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Afinal, o desporto mais perigoso não envolve luta nem carros

Embora praticar atividades físicas seja benéfico para a saúde, passar a ser mais ativo – principalmente após um longo período de inatividade – pode aumentar o risco de lesões. Mas quais são os desportos mais perigosos?

Num artigo publicado recentemente, o Big Think cruzou os dados da Comissão de Segurança dos Produtos de Consumo (CPSC) – agência dos Estados Unidos (EUA) que analisa o risco de acidente ou morte associada a algum equipamento -, com um inquérito sobre a utilização do tempo, realizado pelo Bureau of Labor Statistics.

Os resultados mostraram que, em termos comparativos, a prática de futebol originou 341 mil lesões em 2017, sendo o desporto mais perigoso. O hóquei vem em segundo lugar e o ciclismo em terceiro.

Contudo, recorrendo somente aos dados da CPSC – para a qual apenas contam os acidentes que levam a deslocações às urgências -, a atividade desportiva ou recreativa mais perigosa passa pela ida ao ginásio e pela utilização de equipamento de exercício, tendo resultado em 526 mil deslocações às urgências em 2021.

O basquetebol ficou em segundo lugar, com meio milhão de lesões, seguido – novamente – da utilização da bicicleta. Estima-se que 455 mil pessoas ficaram feridas enquanto andavam de bicicleta em 2017, indo parar às urgências. Por outro lado, no mesmo ano, a equitação resultou em 49 mil visitas às urgências.

Ainda segundo a CPSC – que desde 1979 acompanha os dados relativos a acidentes com equipamentos -, a utilização de produtos com defeito custa aos EUA mais de 1 bilião de dólares por ano, um valor considerável tendo em conta que apenas um em cada cinco norte-americanos faz exercício, de acordo com dados de 2015.

  Taísa Pagno //

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