Descoberto pela primeira vez um campo magnético gigante numa galáxia distante

Composite image by Jayanne English (Univ. of Manitoba). Radio data: Jansky-VLA (Silvia Carolina Mora-Partiarroyo et al. 2019). Optical data: Mayall 4-meter telescope (Maria Patterson and Rene Walterbos, New Mexico State Univ.). Software code for tracing the magnetic field lines: Arpad Miskolczi (Ruhr-Univ. Bochum)

Pela primeira vez, uma equipa internacional de astrónomos captou o campo magnético em grande escala presente no halo galáctico em torno da galáxia NGC 4631, também conhecida como “Whale Galaxy”, localizada a 30 milhões de anos-luz da Terra.

A descoberta, relatada em novembro na revista científica Astronomy & Astrophysics, foi possível graças a observações do radiotelescópio Karl G. Jansky da National Science Foundation, que permitiu que a equipa descobrisse a direção e a força do campo magnético.

“Esta é a primeira vez que detetamos claramente o que os astrónomos chamam de campos magnéticos coerentes e de larga escala, no halo de uma galáxia espiral, com as linhas de campo alinhadas na mesma direção por distâncias de mil anos-luz. Vimos até um padrão regular desse campo organizado a mudar de direção”, afirmou Marita Krause, do Instituto Max-Planck de Radioastronomia, em comunicado.

Na imagem captada pelos astrónomos, uma visão ótica da galáxia é sobreposta com uma representação das direções do campo magnético, estendendo-se no halo acima e abaixo do disco da galáxia. A região azul mostra áreas do campo magnético que são apontadas para longe do observador, enquanto as linhas verdes estão a apontar para nós. Existem regiões azuis e verdes alternadas, algo nunca antes visto no halo de uma galáxia.

Estudar o campo magnético além do disco de uma galáxia é importante para a nossa compreensão spobre a evolução da galáxia, tanto em termos gerais como nos termos mais minuciosos que influenciam a formação de sistemas solares como o nosso.

“Para entender como estrelas como o Sol e planetas como a Terra surgiram, precisamos de entender como as galáxias, como a Via Láctea, se formam e evoluem”, explicou Matthew Benacquista, diretor de projetos da Divisão de Ciências Astronómicas da NSF. “Este projeto é uma tentativa de medir os campos magnéticos galácticos e aprender como influenciam a forma como os gases interestelares são ejetados dos discos das galáxias e contribuem para a formação e evolução das galáxias”.

A técnica usada neste trabalho será agora aplicada a outras galáxias.

ZAP //

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